Hugo Juliano Duarte Matias – Alegoria Da Angústia

Este é um estudo psicanalítico sobre a angústia, sobre como ela desorganiza ou organiza diversos aspectos de nossa vida mental.

Hugo Juliano Duarte Matias – Alegoria Da Angústia: Um Estudo Sobre A Função Da Angústia E O Desassossego Na Literatura

A modernidade assume formas peculiares, nos dias de hoje, as quais, embora já estivessem anunciadas desde seu advento, causam surpresa e comoção. É evidente que, em nossa sociedade, todo tipo de transformação cultural ocorre com muito mais rapidez.

Se olharmos com atenção para esses fenômenos de mudança, também perceberemos que outra de suas características marcantes é a sua profundidade.

Zygmunt Bauman adverte, acerca do momento em que vivemos, sobre a sua característica de liquidez marcante. Esta é uma metáfora eloquente para dizer da mobilidade de nossas instituições, da difícil fixação de nossas biografias, da aparência indefinida de nosso mundo. E esse é um processo que sofre ainda novos agravos, testemunhados, é certo, nas últimas décadas.

Este é um estudo psicanalítico sobre a angústia, sobre como ela desorganiza ou organiza diversos aspectos de nossa vida mental.

Embora seja uma companhia frequente de todos nós, em muitos momentos, e muito fácil de discernir em seus efeitos, isto é, em seus afetos, não é fácil de apontar. Portanto, a angústia é aqui estudada pelo recurso à literatura.

Esta prática simbólica, esta forma de arte, já foi, por diversas vezes, tomada por outros analistas como campo de estudos para os testemunhos do inconsciente.

Na verdade, há um tipo de literatura (é o que se defende neste estudo) que é co-natural à angústia, um cuja estrutura funciona como funciona a angústia, exigindo trabalho, impondo ordem e desordem ao mundo mental de quem dessa literatura se aproxima. Aqui chamamos esse tipo de literatura, desassossegada.

Estudar essa literatura nos permitirá investigar uma alegoria muito eloquente da angústia, de como o nosso mundo se perturbar com a proximidade daquilo que tanto nos atrai e repele, aquilo de que a própria angústia é um sinal.


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Hugo Juliano Duarte Matias – Alegoria Da Angústia

Este é um estudo psicanalítico sobre a angústia, sobre como ela desorganiza ou organiza diversos aspectos de nossa vida mental.

Hugo Juliano Duarte Matias - Alegoria Da Angústia: Um Estudo Sobre A Função Da Angústia E O Desassossego Na Literatura

A modernidade assume formas peculiares, nos dias de hoje, as quais, embora já estivessem anunciadas desde seu advento, causam surpresa e comoção. É evidente que, em nossa sociedade, todo tipo de transformação cultural ocorre com muito mais rapidez.

Se olharmos com atenção para esses fenômenos de mudança, também perceberemos que outra de suas características marcantes é a sua profundidade.

Zygmunt Bauman adverte, acerca do momento em que vivemos, sobre a sua característica de liquidez marcante. Esta é uma metáfora eloquente para dizer da mobilidade de nossas instituições, da difícil fixação de nossas biografias, da aparência indefinida de nosso mundo. E esse é um processo que sofre ainda novos agravos, testemunhados, é certo, nas últimas décadas.

Este é um estudo psicanalítico sobre a angústia, sobre como ela desorganiza ou organiza diversos aspectos de nossa vida mental.

Embora seja uma companhia frequente de todos nós, em muitos momentos, e muito fácil de discernir em seus efeitos, isto é, em seus afetos, não é fácil de apontar. Portanto, a angústia é aqui estudada pelo recurso à literatura.

Esta prática simbólica, esta forma de arte, já foi, por diversas vezes, tomada por outros analistas como campo de estudos para os testemunhos do inconsciente.

Na verdade, há um tipo de literatura (é o que se defende neste estudo) que é co-natural à angústia, um cuja estrutura funciona como funciona a angústia, exigindo trabalho, impondo ordem e desordem ao mundo mental de quem dessa literatura se aproxima. Aqui chamamos esse tipo de literatura, desassossegada.

Estudar essa literatura nos permitirá investigar uma alegoria muito eloquente da angústia, de como o nosso mundo se perturbar com a proximidade daquilo que tanto nos atrai e repele, aquilo de que a própria angústia é um sinal.


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