Hugo Eliecer Dorado Mendez – Nuestro Bolívar

Em Nuestro Bolívar o leitor se depara com um estudo que elucida aspectos relevantes da construção discursiva sobre o passado latino-americano

Hugo Eliecer Dorado Mendez – Nuestro Bolívar: Da Heroificação À Humanização Da Sua Figura Na Ficção

Nesta obra o leitor se depara com um estudo que elucida aspectos relevantes da construção discursiva sobre o passado latino-americano. Esse intento se materializa por meio de análises das configurações históricas e literárias de uma das personagens mais emblemáticas de nosso continente: Simón Bolívar.

Desse modo, somos apresentados às escritas dicotômicas sob as quais as ações do general Bolívar foram consignadas, revelando, por um lado, imagens laudatórias de um sujeito dedicado à libertação do território do jugo colonialista, com atributos de líder supremo, de herói e modelo de sujeito às nações por ele recém-libertas e, por outro, a retratos de autoritarismo, de um sujeito centralizador e discriminador.

Assim, o texto discorre a respeito das figurações históricas e literárias de Simón Bolívar, sejam elas aquelas exaltadoras de suas qualidades e ações – compondo um quadro de escritas que enreda pelos paradigmas do discurso historiográfico tradicional e do romance histórico que com ele se irmana – até as escritas híbridas de história e ficção de cunho crítico/desconstrucionista – presentes na literatura hispano-americana desde 1930, com Mi Simón Bolívar, de Fernando Ochoa – frente às imagens idealizadas de homens e de eventos perpetradas pelo discurso hegemônico da história tradicional.

O leitor, por tanto, ao desvendar o texto acompanha uma trajetória das imagens escriturais de Simón Bolívar que vai da exaltação suprema do herói à humanização do sujeito que sente, sofre e duvida até a absoluta desconstrução carnavalizada e metaficcional das imagens heroicizadas do “Libertador”.

A perspicácia das percepções de Dorado Mendez frente ao universo escritural amplo, intrincado e polissêmico das imagens de Bolívar em nossas letras conduz-nos às possíveis ressignificações de um passado – exaltado como glorioso por muitos, mas duramente questionado por alguns –, assim como a uma formação leitora que se erige, paulatinamente, como consciente e crítica.

Estamos, pois, diante de um texto descolonizador, sedimentado em ações decoloniais que operam desde a base da formação do sujeito: a leitura que faz repensar a formação identitário do cidadão latino-americano.

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Hugo Eliecer Dorado Mendez – Nuestro Bolívar

Em Nuestro Bolívar o leitor se depara com um estudo que elucida aspectos relevantes da construção discursiva sobre o passado latino-americano

Hugo Eliecer Dorado Mendez - Nuestro Bolívar: Da Heroificação À Humanização Da Sua Figura Na Ficção

Nesta obra o leitor se depara com um estudo que elucida aspectos relevantes da construção discursiva sobre o passado latino-americano. Esse intento se materializa por meio de análises das configurações históricas e literárias de uma das personagens mais emblemáticas de nosso continente: Simón Bolívar.

Desse modo, somos apresentados às escritas dicotômicas sob as quais as ações do general Bolívar foram consignadas, revelando, por um lado, imagens laudatórias de um sujeito dedicado à libertação do território do jugo colonialista, com atributos de líder supremo, de herói e modelo de sujeito às nações por ele recém-libertas e, por outro, a retratos de autoritarismo, de um sujeito centralizador e discriminador.

Assim, o texto discorre a respeito das figurações históricas e literárias de Simón Bolívar, sejam elas aquelas exaltadoras de suas qualidades e ações – compondo um quadro de escritas que enreda pelos paradigmas do discurso historiográfico tradicional e do romance histórico que com ele se irmana – até as escritas híbridas de história e ficção de cunho crítico/desconstrucionista – presentes na literatura hispano-americana desde 1930, com Mi Simón Bolívar, de Fernando Ochoa – frente às imagens idealizadas de homens e de eventos perpetradas pelo discurso hegemônico da história tradicional.

O leitor, por tanto, ao desvendar o texto acompanha uma trajetória das imagens escriturais de Simón Bolívar que vai da exaltação suprema do herói à humanização do sujeito que sente, sofre e duvida até a absoluta desconstrução carnavalizada e metaficcional das imagens heroicizadas do “Libertador”.

A perspicácia das percepções de Dorado Mendez frente ao universo escritural amplo, intrincado e polissêmico das imagens de Bolívar em nossas letras conduz-nos às possíveis ressignificações de um passado – exaltado como glorioso por muitos, mas duramente questionado por alguns –, assim como a uma formação leitora que se erige, paulatinamente, como consciente e crítica.

Estamos, pois, diante de um texto descolonizador, sedimentado em ações decoloniais que operam desde a base da formação do sujeito: a leitura que faz repensar a formação identitário do cidadão latino-americano.

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