Harold Bloom – O Cânone Ocidental

O crítico literário norte-americano Harold Bloom nos conduz pelo cânone literário ocidental, desde a Bíblia até o século XX.

Harold Bloom – O Cânone Ocidental: Os Grandes Livros E Os Escritores Essenciais De Todos Os Tempos

Harold Bloom é um dos grandes mestres do pensamento literário do século XX. Inevitavelmente, este seu Cânone Ocidental é uma obra plena de conhecimento, repleta de saber e atravessada toda ela por uma extraordinária sensibilidade.

O Cânone Ocidental consubstancia muito do que Harold Bloom publicou ao longo de quase quatro décadas de uma vida dedicada à literatura, tanto no domínio do ensaísmo crítico como no do teórico e, mais intermitente e experimentalmente, ainda no domínio da ficção narrativa.

Aqui estão definitivamente consolidadas, testadas e exemplificadas as suas posições teóricas mais nucleares, nomeadamente quanto ao seu entendimento das relações entre autores em termos de agon ou de luta agonística; quanto à ansiedade da influência que caracteriza a dependência (e o simultâneo desejo de ser diferente) dos escritores em relação aos seus precursores (misprision); quanto às leituras desviantes e interpretações desviantes que cada escritor faz dos seus precursores (misreading e misinterpretation) quanto ao destino irrevogável de cada autor chegar sempre atrasado à cultura, à poesia, à literatura (belatedeness); quanto ao estranhamento (strangeness) das obras de certos autores como um dos principais requisitos para a entrada desses autores no cânone literário; quanto, enfim, à centralidade única, exclusiva e magnificente de Shakespeare no Cânone Ocidental, cujas peças constituem “Os livros e a escola das idades”.

Também a atitude de Bloom face a o trabalho crítico se encontra ampliada
neste livro e, talvez, definitivamente esclarecida.

De fato, este é um livro onde Bloom dá espaço, tempo e ainda mais veracidade ao auto-retrato que escreveu, em 1.982, no Prelúdio do seu The Breaking of the Vessels: “O intérprete, aqui, é um gnóstico judeu, um acadêmico, mas um partido ou uma seita de um só homem, igualmente insatisfeito com os mais antigos e os mais recentes modos de interpretação, igualmente convencido de que, digamos, tanto M. H. Abrams como Jacques Derrida não o ajudam a ler os poemas como poemas.”


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Harold Bloom – O Cânone Ocidental

O crítico literário norte-americano Harold Bloom nos conduz pelo cânone literário ocidental, desde a Bíblia até o século XX.

Harold Bloom - O Cânone Ocidental: Os Grandes Livros E Os Escritores Essenciais De Todos Os Tempos

Harold Bloom é um dos grandes mestres do pensamento literário do século XX. Inevitavelmente, este seu Cânone Ocidental é uma obra plena de conhecimento, repleta de saber e atravessada toda ela por uma extraordinária sensibilidade.

O Cânone Ocidental consubstancia muito do que Harold Bloom publicou ao longo de quase quatro décadas de uma vida dedicada à literatura, tanto no domínio do ensaísmo crítico como no do teórico e, mais intermitente e experimentalmente, ainda no domínio da ficção narrativa.

Aqui estão definitivamente consolidadas, testadas e exemplificadas as suas posições teóricas mais nucleares, nomeadamente quanto ao seu entendimento das relações entre autores em termos de agon ou de luta agonística; quanto à ansiedade da influência que caracteriza a dependência (e o simultâneo desejo de ser diferente) dos escritores em relação aos seus precursores (misprision); quanto às leituras desviantes e interpretações desviantes que cada escritor faz dos seus precursores (misreading e misinterpretation) quanto ao destino irrevogável de cada autor chegar sempre atrasado à cultura, à poesia, à literatura (belatedeness); quanto ao estranhamento (strangeness) das obras de certos autores como um dos principais requisitos para a entrada desses autores no cânone literário; quanto, enfim, à centralidade única, exclusiva e magnificente de Shakespeare no Cânone Ocidental, cujas peças constituem "Os livros e a escola das idades".

Também a atitude de Bloom face a o trabalho crítico se encontra ampliada
neste livro e, talvez, definitivamente esclarecida.

De fato, este é um livro onde Bloom dá espaço, tempo e ainda mais veracidade ao auto-retrato que escreveu, em 1.982, no Prelúdio do seu The Breaking of the Vessels: "O intérprete, aqui, é um gnóstico judeu, um acadêmico, mas um partido ou uma seita de um só homem, igualmente insatisfeito com os mais antigos e os mais recentes modos de interpretação, igualmente convencido de que, digamos, tanto M. H. Abrams como Jacques Derrida não o ajudam a ler os poemas como poemas."


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