Gustavo Augusto Da Silva – De Homine In Civitate

A vida social é bastante cara para Agostinho, De Homine In Civitate busca estabelecer uma introdução ao seu pensamento antropológico-político.

Gustavo Augusto Da Silva – De Homine In Civitate: A Concepção Antropológico-Política De Agostinho De Hipona

As obras agostinianas são eivadas da tentativa de compreensão do homem. Daí a importância de conhecer o homem para entender a grandeza de suas obras. Na concepção ontológica do homem, Agostinho tem influência do neoplatonismo e é considerado um gênio da filosofia e teologia Patrística (séc. IV d.C.); foi também um dos precursores na formação da doutrina cristã.

Agostinho compreendeu que a matéria das coisas é essencialmente o nada. Com o ser de Deus, o homem se torna existente como corpo e alma. A alma, sempre volvida para as coisas eternas e imutáveis, e o corpo sempre voltado para as coisas mutáveis e passageiras.

Deus doou seu ser ao homem. Todavia, o homem não é como Deus, que não tem princípio nem fim; ele, antes de Deus, não existira, ou seja, não fora. O ser humano não existe fora de Deus, por isso sem Deus o homem volta ao nada, tornando-se miserável. Não existe nenhum ser vivo que não venha de Deus, porque ele é, na verdade, a suma vida, a fonte mesma da vida.

Esse homem que Agostinho refere é posto na existência no que ele descreve como Civitas. As cidades podem ao mesmo tempo ser o aglomerado de pessoas que vivem em um mesmo território, como também um ethos em que se vive uma moral específica. Étienne Gilson descreve que “é um traço notável da doutrina de santo Agostinho que ela sempre considera a vida moral como implicada a uma vida social.

Para ele, o indivíduo jamais se separa da cidade”. A sociedade é formada em torno de um objeto que seus constituintes amam. Observando estes objetos de amor, é possível caracterizar esta comunidade.

A vida social é bastante cara para Agostinho, nesta obra não será diferente. Analisar os processos antropológicos que engendram os povos é a temática do segundo capítulo. Nessa parte trabalhar-se-á de acordo com a concepção de política apresentada na célebre obra De Civitate Dei. A paz e a felicidade constituem o maior anseio humano em busca da verdade e essa caminhada ocorre concomitantemente à demarcação da interioridade.

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Gustavo Augusto Da Silva – De Homine In Civitate

A vida social é bastante cara para Agostinho, De Homine In Civitate busca estabelecer uma introdução ao seu pensamento antropológico-político.

Gustavo Augusto Da Silva - De Homine In Civitate: A Concepção Antropológico-Política De Agostinho De Hipona

As obras agostinianas são eivadas da tentativa de compreensão do homem. Daí a importância de conhecer o homem para entender a grandeza de suas obras. Na concepção ontológica do homem, Agostinho tem influência do neoplatonismo e é considerado um gênio da filosofia e teologia Patrística (séc. IV d.C.); foi também um dos precursores na formação da doutrina cristã.

Agostinho compreendeu que a matéria das coisas é essencialmente o nada. Com o ser de Deus, o homem se torna existente como corpo e alma. A alma, sempre volvida para as coisas eternas e imutáveis, e o corpo sempre voltado para as coisas mutáveis e passageiras.

Deus doou seu ser ao homem. Todavia, o homem não é como Deus, que não tem princípio nem fim; ele, antes de Deus, não existira, ou seja, não fora. O ser humano não existe fora de Deus, por isso sem Deus o homem volta ao nada, tornando-se miserável. Não existe nenhum ser vivo que não venha de Deus, porque ele é, na verdade, a suma vida, a fonte mesma da vida.

Esse homem que Agostinho refere é posto na existência no que ele descreve como Civitas. As cidades podem ao mesmo tempo ser o aglomerado de pessoas que vivem em um mesmo território, como também um ethos em que se vive uma moral específica. Étienne Gilson descreve que “é um traço notável da doutrina de santo Agostinho que ela sempre considera a vida moral como implicada a uma vida social.

Para ele, o indivíduo jamais se separa da cidade”. A sociedade é formada em torno de um objeto que seus constituintes amam. Observando estes objetos de amor, é possível caracterizar esta comunidade.

A vida social é bastante cara para Agostinho, nesta obra não será diferente. Analisar os processos antropológicos que engendram os povos é a temática do segundo capítulo. Nessa parte trabalhar-se-á de acordo com a concepção de política apresentada na célebre obra De Civitate Dei. A paz e a felicidade constituem o maior anseio humano em busca da verdade e essa caminhada ocorre concomitantemente à demarcação da interioridade.

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