Karl Marx – A Guerra Civil Na França

A Guerra Civil Na França traz ao mesmo tempo um retrato da breve existência (72 dias) da Comuna de Paris e um chamado à ação da classe trabalhadora francesa

Karl Marx – A Guerra Civil Na França

Difícil saber se os livros produzem revoluções. Mas ao ler esta obra o leitor terá certeza de que as revoluções criam grandes livros.

Foi assim que a Comuna de Paris, a primeira forma de autogoverno dos trabalhadores, encontrou seu maior intérprete, de tal maneira que é impossível recordar aqueles feitos colossais sem ler A Guerra Civil Na Françade Karl Marx.


A Guerra Civil Na França, obra de alcance universal que retrata a breve existência da Comuna de Paris, somente 72 dias, é a manifestação corajosa de Marx conclamando operários e operárias à ação, desafiando a ordem dos proprietários, numa situação trágica, tingida de vermelho.

A defesa de Paris, que ficou sitiada pelos prussianos, foi feita pela Guarda Nacional, composta de duzentos batalhões, a maioria da classe trabalhadora.

A usurpação do poder promovida pelos representantes da burguesia, das camadas médias e dos setores rurais timbrados pelos interesses dinásticos foi confrontada pela crítica das armas dos trabalhadores.

“Paris não podia ser defendida sem armar sua classe trabalhadora, organizando-a em uma força efetiva e treinando suas fileiras na própria guerra. Mas Paris armada era a revolução armada.”

A Comuna de Paris foi a primeira experiência histórica de tomada de poder da classe trabalhadora, cujo significado colocou-a como referencial para as lutas de emancipação social.

A Comuna foi uma revolução contra o Estado. A forma política “finalmente encontrada”, meio orgânico de ação que visava um trânsito socialista, uma nova forma social sem classes, a poesia do futuro. Marx afirmou que sua grande medida foi precisamente sua existência.

Porém, ela não teve tempo! O heroísmo da classe operária na luta contra os usurpadores das fontes de vida foi um exemplo que a Associação Internacional dos Trabalhadores (AIT) tentou imortalizar.

Na dualidade de poder, a Paris operária teve de se confrontar, numa guerra civil, com as forças de Versalhes, onde se concentravam os proprietários industriais, os ruralistas, as forças bonapartistas da Assembléia Nacional, que, por sua vez, ampliara tropas e armamentos graças aos generais prussianos.


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Karl Marx – A Guerra Civil Na França

A Guerra Civil Na França traz ao mesmo tempo um retrato da breve existência (72 dias) da Comuna de Paris e um chamado à ação da classe trabalhadora francesa

Karl Marx - A Guerra Civil Na França

Difícil saber se os livros produzem revoluções. Mas ao ler esta obra o leitor terá certeza de que as revoluções criam grandes livros.

Foi assim que a Comuna de Paris, a primeira forma de autogoverno dos trabalhadores, encontrou seu maior intérprete, de tal maneira que é impossível recordar aqueles feitos colossais sem ler A Guerra Civil Na Françade Karl Marx.

A Guerra Civil Na França, obra de alcance universal que retrata a breve existência da Comuna de Paris, somente 72 dias, é a manifestação corajosa de Marx conclamando operários e operárias à ação, desafiando a ordem dos proprietários, numa situação trágica, tingida de vermelho.

A defesa de Paris, que ficou sitiada pelos prussianos, foi feita pela Guarda Nacional, composta de duzentos batalhões, a maioria da classe trabalhadora.

A usurpação do poder promovida pelos representantes da burguesia, das camadas médias e dos setores rurais timbrados pelos interesses dinásticos foi confrontada pela crítica das armas dos trabalhadores.

“Paris não podia ser defendida sem armar sua classe trabalhadora, organizando-a em uma força efetiva e treinando suas fileiras na própria guerra. Mas Paris armada era a revolução armada.”

A Comuna de Paris foi a primeira experiência histórica de tomada de poder da classe trabalhadora, cujo significado colocou-a como referencial para as lutas de emancipação social.

A Comuna foi uma revolução contra o Estado. A forma política “finalmente encontrada”, meio orgânico de ação que visava um trânsito socialista, uma nova forma social sem classes, a poesia do futuro. Marx afirmou que sua grande medida foi precisamente sua existência.

Porém, ela não teve tempo! O heroísmo da classe operária na luta contra os usurpadores das fontes de vida foi um exemplo que a Associação Internacional dos Trabalhadores (AIT) tentou imortalizar.

Na dualidade de poder, a Paris operária teve de se confrontar, numa guerra civil, com as forças de Versalhes, onde se concentravam os proprietários industriais, os ruralistas, as forças bonapartistas da Assembléia Nacional, que, por sua vez, ampliara tropas e armamentos graças aos generais prussianos.


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