Grimaldo Carneiro Zachariadhes (Org.) – Ditadura Militar Na Bahia: Novos Olhares, Novos Objetos, Novos Horizontes

Tenho dito aos que costumam dizer que sobre a ditadura já se escreveu muito, que ainda resta um longo caminho a percorrer para que compreendamos o que foram os 21 anos de domínio militar sobre o país. Foi um tempo de terror desenvolvido e praticado pela ditadura. Este livro, organizado por Grimaldo Carneiro Zachariadhes, dá mais um passo nessa caminhada. Uma parte da história daquele tempo é elucidada, especificamente a que diz respeito à Bahia. Uma contribuição importante, e que abre portas para outras iniciativas, quem sabe para desenvolver vários temas presentes neste trabalho.
Não se sabe se propositadamente ou não, mas há, no livro, uma presença significativa de temas relativos às igrejas, de modo especial da católica, tanto de seus aspectos institucionais mais amplos, quanto girando em torno de personalidades.
Há um mergulho de Elizete da Silva em torno da atuação dos protestantes, batistas e presbiterianos, com destaque, no texto, para os primeiros. O trabalho mostra a adesão dos religiosos batistas à ditadura, a repressão a professores progressistas nos seminários presbiterianos, embora revele também a existência de vozes corajosas, esparsas, que se colocavam ao lado dos que combatiam a ditadura, como os reverendos Áureo Bispo dos Santos, João Dias de Araújo e Celso Dourado, todos presbiterianos, e Agostinho Muniz, da Juventude Batista.


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Grimaldo Carneiro Zachariadhes (Org.) – Ditadura Militar Na Bahia: Novos Olhares, Novos Objetos, Novos Horizontes

Tenho dito aos que costumam dizer que sobre a ditadura já se escreveu muito, que ainda resta um longo caminho a percorrer para que compreendamos o que foram os 21 anos de domínio militar sobre o país. Foi um tempo de terror desenvolvido e praticado pela ditadura. Este livro, organizado por Grimaldo Carneiro Zachariadhes, dá mais um passo nessa caminhada. Uma parte da história daquele tempo é elucidada, especificamente a que diz respeito à Bahia. Uma contribuição importante, e que abre portas para outras iniciativas, quem sabe para desenvolver vários temas presentes neste trabalho.
Não se sabe se propositadamente ou não, mas há, no livro, uma presença significativa de temas relativos às igrejas, de modo especial da católica, tanto de seus aspectos institucionais mais amplos, quanto girando em torno de personalidades.
Há um mergulho de Elizete da Silva em torno da atuação dos protestantes, batistas e presbiterianos, com destaque, no texto, para os primeiros. O trabalho mostra a adesão dos religiosos batistas à ditadura, a repressão a professores progressistas nos seminários presbiterianos, embora revele também a existência de vozes corajosas, esparsas, que se colocavam ao lado dos que combatiam a ditadura, como os reverendos Áureo Bispo dos Santos, João Dias de Araújo e Celso Dourado, todos presbiterianos, e Agostinho Muniz, da Juventude Batista.


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