Graciliano Ramos – Memórias Do Cárcere

Graciliano Ramos – Memórias Do Cárcere

Memórias Do Cárcere é o testemunho de Graciliano Ramos sobre a prisão a que foi submetido durante o Estado Novo.

Uma narrativa amarga de alguém que foi torturado, viveu em porões imundos e sofreu privações provocadas por um regime ditatorial.

Em Memórias Do Cárcere, Graciliano descreve a companhia dos mais variados tipos encontrados entre os presos políticos: descreve, entre outros acontecimentos, a entrega de Olga Benário para a Gestapo, insinua as sessões de tortura aplicadas a Rodolfo Ghioldi e relata um encontro com Epifrânio Guilhermino, único sujeito a assassinar um legalista no levante comunista do Rio Grande do Norte.

Durante a prisão, diversas vezes Graciliano destrói ou afirma destruir as anotações que poderiam lhe ajudar a compor uma obra mais ampla.

Também dá importância ao sentimento de náusea causado pela imundice das cadeias, chegando a ficar sem alimentação por vários dias, em virtude do asco. Da cadeia, Graciliano faz comentários sobre a feitura e a publicação de Angústia, uma de suas melhores obras.

Memórias Do Cárcere foi o primeiro sucesso de vendas do “velho Graça”, como ficou conhecido o escritor já renomado, mas até então pouco lido por um público mais amplo. Dez mil exemplares esgotaram-se em 45 dias, segundo Dênis de Moraes.

Vários fatores colaboraram para o êxito da edição, tais como as lembranças das masmorras do primeiro governo Vargas, então em seu segundo governo e sofrendo forte oposição; a receptividade de setores anti-varguistas da imprensa, da intelectualidade e também daqueles predispostos a exorcizar os fantasmas de colaboração com o Estado Novo; a perseguição a um artista célebre e injustiçado; o fato de ser um livro póstumo com as memórias polêmicas de autor recentemente falecido; os rumores em torno das críticas à obra no interior do Partido Comunista; além da notória qualidade literária do texto.

   


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Graciliano Ramos – Memórias Do Cárcere

Graciliano Ramos - Memórias Do Cárcere

Memórias Do Cárcere é o testemunho de Graciliano Ramos sobre a prisão a que foi submetido durante o Estado Novo.

Uma narrativa amarga de alguém que foi torturado, viveu em porões imundos e sofreu privações provocadas por um regime ditatorial.

Em Memórias Do Cárcere, Graciliano descreve a companhia dos mais variados tipos encontrados entre os presos políticos: descreve, entre outros acontecimentos, a entrega de Olga Benário para a Gestapo, insinua as sessões de tortura aplicadas a Rodolfo Ghioldi e relata um encontro com Epifrânio Guilhermino, único sujeito a assassinar um legalista no levante comunista do Rio Grande do Norte.

Durante a prisão, diversas vezes Graciliano destrói ou afirma destruir as anotações que poderiam lhe ajudar a compor uma obra mais ampla.

Também dá importância ao sentimento de náusea causado pela imundice das cadeias, chegando a ficar sem alimentação por vários dias, em virtude do asco. Da cadeia, Graciliano faz comentários sobre a feitura e a publicação de Angústia, uma de suas melhores obras.

Memórias Do Cárcere foi o primeiro sucesso de vendas do “velho Graça”, como ficou conhecido o escritor já renomado, mas até então pouco lido por um público mais amplo. Dez mil exemplares esgotaram-se em 45 dias, segundo Dênis de Moraes.

Vários fatores colaboraram para o êxito da edição, tais como as lembranças das masmorras do primeiro governo Vargas, então em seu segundo governo e sofrendo forte oposição; a receptividade de setores anti-varguistas da imprensa, da intelectualidade e também daqueles predispostos a exorcizar os fantasmas de colaboração com o Estado Novo; a perseguição a um artista célebre e injustiçado; o fato de ser um livro póstumo com as memórias polêmicas de autor recentemente falecido; os rumores em torno das críticas à obra no interior do Partido Comunista; além da notória qualidade literária do texto.

   

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