Gisafran Nazareno Mota Jucá – Verso E Reverso Do Perfil Urbano Do Recife E De Fortaleza (1945–1960)

O livro Verso e Reverso do Perfil Urbano do Recife e de Fortaleza (1945–1960) traz um estudo histórico em perspectiva comparada.

Gisafran Nazareno Mota Jucá – Verso E Reverso Do Perfil Urbano Do Recife E De Fortaleza (1945–1960)

Verso e Reverso Do Perfil Urbano Do Recife E De Fortaleza (1945–1960), do historiador Gisafran Nazareno Mota Jucá, traz um estudo histórico em perspectiva comparada, cheio de vigor e seriedade acadêmica, que estão presentes nas mais de quinhentas páginas de sua tese de doutorado.

A primeira pergunta que nos ocorre é sobre a decisão do Autor de realizar um estudo comparado sobre o perfil urbano do Recife e de Fortaleza, duas cidades nordestinas tão próximas, espacialmente, tão diferentes e iguais, no que se refere ao processo histórico que as desenhou, enquanto espaços urbanos e palcos de deslocamentos populacionais, tão parecidos com o Brasil; em especial, daquela região que deixou de ser o seu centro e esteve por tanto tempo largada à própria sorte, quando a economia brasileira passou a gravitar no eixo sudeste do País.

Verso E Reverso Do Perfil Urbano Do Recife E De Fortaleza (1945–1960) está dividido em duas grandes partes, uma que trata de pensar o que seria o contexto regional, e a segunda que mostra as políticas de Estado e o embate das classes sociais.

Ao analisar a origem, ocupação e evolução dos espaços urbanos do Recife e de Fortaleza, Jucá expõe as circunstâncias econômicas em que o controle elitista do capital e a fragilidade da economia nordestina emolduram disputas e contrastes sociais, onde uma mão de obra sujeita a uma forte instabilidade recebe parcos salários, recorre ao subemprego e ao comércio ambulante, sempre sob o olhar astuto e vigilante do estado, da burguesia e da sua polícia.

Os capítulos que integram a segunda parte são constituídos para mostrar justamente a ineficiência das políticas públicas para lidar com a carência de habitações, a assistência aos flagelados das secas e a falta de bem-estar social.

No interior disso tudo, ele revela como a expansão das duas cidades por ele estudadas coloca crescentes limites ao usufruto democrático de serviços de transporte, iluminação pública, saneamento e lazer, que ademais escancaram indicadores aviltantes de prostituição, mortalidade infantil e mendicância.

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Gisafran Nazareno Mota Jucá – Verso E Reverso Do Perfil Urbano Do Recife E De Fortaleza (1945–1960)

O livro Verso e Reverso do Perfil Urbano do Recife e de Fortaleza (1945–1960) traz um estudo histórico em perspectiva comparada.

Gisafran Nazareno Mota Jucá - Verso E Reverso Do Perfil Urbano Do Recife E De Fortaleza (1945–1960)

Verso e Reverso Do Perfil Urbano Do Recife E De Fortaleza (1945–1960), do historiador Gisafran Nazareno Mota Jucá, traz um estudo histórico em perspectiva comparada, cheio de vigor e seriedade acadêmica, que estão presentes nas mais de quinhentas páginas de sua tese de doutorado.

A primeira pergunta que nos ocorre é sobre a decisão do Autor de realizar um estudo comparado sobre o perfil urbano do Recife e de Fortaleza, duas cidades nordestinas tão próximas, espacialmente, tão diferentes e iguais, no que se refere ao processo histórico que as desenhou, enquanto espaços urbanos e palcos de deslocamentos populacionais, tão parecidos com o Brasil; em especial, daquela região que deixou de ser o seu centro e esteve por tanto tempo largada à própria sorte, quando a economia brasileira passou a gravitar no eixo sudeste do País.

Verso E Reverso Do Perfil Urbano Do Recife E De Fortaleza (1945–1960) está dividido em duas grandes partes, uma que trata de pensar o que seria o contexto regional, e a segunda que mostra as políticas de Estado e o embate das classes sociais.

Ao analisar a origem, ocupação e evolução dos espaços urbanos do Recife e de Fortaleza, Jucá expõe as circunstâncias econômicas em que o controle elitista do capital e a fragilidade da economia nordestina emolduram disputas e contrastes sociais, onde uma mão de obra sujeita a uma forte instabilidade recebe parcos salários, recorre ao subemprego e ao comércio ambulante, sempre sob o olhar astuto e vigilante do estado, da burguesia e da sua polícia.

Os capítulos que integram a segunda parte são constituídos para mostrar justamente a ineficiência das políticas públicas para lidar com a carência de habitações, a assistência aos flagelados das secas e a falta de bem-estar social.

No interior disso tudo, ele revela como a expansão das duas cidades por ele estudadas coloca crescentes limites ao usufruto democrático de serviços de transporte, iluminação pública, saneamento e lazer, que ademais escancaram indicadores aviltantes de prostituição, mortalidade infantil e mendicância.

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