Giovana Castro – Psicopatas Do Cinema

Monstros é um dos termos mais comuns para se referir a criminosos. Nos textos e discursos que narram histórias de crimes hediondos, lá estão as manchetes: monstros, assassinos, psicopatas. São discursos em que a perversidade humana só está presente em crimes violentos e bárbaros. Psicopatas são rotulados e vistos como serial killers, assassinos em série, mas isso é um conceito incorreto: os verdadeiros psicopatas podem cometer crimes sem derramar uma gota de sangue.
Vocês já se perguntaram qual o maior ícone da psicopatia que já viram no cinema? Com certeza Hannibal Lecter, personagem do filme O Silêncio dos Inocentes (1991), ou Norman Bates, do filme Psicose (1960), estará entre as respostas mais comuns, afinal, a imagem do psicopata é o de um assassino frio e cruel. Mas nem todos os psicopatas são assassinos, e um deles poderia estar não apenas na rua ao lado, mas dentro da sua própria casa. Há uma estimativa de que 6% da população mundial nasce psicopata. Uma parcela da população que, obviamente, não são assassinos em série. Então qual o motivo desse imaginário distorcido sobre psicopatas?
O cinema é o maior veículo mundial de representação da realidade. Quando pensamos em estereótipos, logo pensamos em um personagem famoso, e isso não é diferente na representação das patologias!
Este livro tem como objetivo realizar uma análise psicanalítica de alguns psicopatas representados no cinema e suas interferências na conscientização desta patologia pela sociedade pós-moderna, ou seja, entender Hannibal Lecter, Lord Voldemort, Jigsaw, entre outros, em suas essências, e entender qual é o significado dado a eles pelos espectadores. O percurso deste livro foi elaborado a partir de uma pesquisa qualitativa, exploratória, mediante bibliografia, videografia e documentos.
Os filmes selecionados expressam a veiculação da patologia no cinema, transmitindo a ideia de que os comportamentos psicopatas são mais comuns no cotidiano das pessoas do que se imagina. Os resultados obtidos evidenciaram que o cinema exerce muita influência no cotidiano das pessoas, uma vez que apresentam, muitas vezes, versões romantizadas dos psicopatas, levando o público a crer que esses indivíduos não pertencem ao convívio comum da sociedade, pois, nos filmes, tais personagens são encarados como monstros, marginais assassinos ou bruxos. Mas, na vida real, eles estão em todos os lugares, podem ser pessoas amáveis e dóceis e podem perfeitamente conviver conosco em nossos ambientes de trabalho, sociais e até mesmo, familiares.


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Giovana Castro – Psicopatas Do Cinema

Monstros é um dos termos mais comuns para se referir a criminosos. Nos textos e discursos que narram histórias de crimes hediondos, lá estão as manchetes: monstros, assassinos, psicopatas.

São discursos em que a perversidade humana só está presente em crimes violentos e bárbaros. Psicopatas são rotulados e vistos como serial killers, assassinos em série, mas isso é um conceito incorreto: os verdadeiros psicopatas podem cometer crimes sem derramar uma gota de sangue.
Vocês já se perguntaram qual o maior ícone da psicopatia que já viram no cinema? Com certeza Hannibal Lecter, personagem do filme O Silêncio dos Inocentes (1991), ou Norman Bates, do filme Psicose (1960), estará entre as respostas mais comuns, afinal, a imagem do psicopata é o de um assassino frio e cruel. Mas nem todos os psicopatas são assassinos, e um deles poderia estar não apenas na rua ao lado, mas dentro da sua própria casa. Há uma estimativa de que 6% da população mundial nasce psicopata. Uma parcela da população que, obviamente, não são assassinos em série. Então qual o motivo desse imaginário distorcido sobre psicopatas?
O cinema é o maior veículo mundial de representação da realidade. Quando pensamos em estereótipos, logo pensamos em um personagem famoso, e isso não é diferente na representação das patologias!
Este livro tem como objetivo realizar uma análise psicanalítica de alguns psicopatas representados no cinema e suas interferências na conscientização desta patologia pela sociedade pós-moderna, ou seja, entender Hannibal Lecter, Lord Voldemort, Jigsaw, entre outros, em suas essências, e entender qual é o significado dado a eles pelos espectadores. O percurso deste livro foi elaborado a partir de uma pesquisa qualitativa, exploratória, mediante bibliografia, videografia e documentos.
Os filmes selecionados expressam a veiculação da patologia no cinema, transmitindo a ideia de que os comportamentos psicopatas são mais comuns no cotidiano das pessoas do que se imagina. Os resultados obtidos evidenciaram que o cinema exerce muita influência no cotidiano das pessoas, uma vez que apresentam, muitas vezes, versões romantizadas dos psicopatas, levando o público a crer que esses indivíduos não pertencem ao convívio comum da sociedade, pois, nos filmes, tais personagens são encarados como monstros, marginais assassinos ou bruxos. Mas, na vida real, eles estão em todos os lugares, podem ser pessoas amáveis e dóceis e podem perfeitamente conviver conosco em nossos ambientes de trabalho, sociais e até mesmo, familiares.


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