As Múltiplas Faces Do Discurso Em Roma

As Múltiplas Faces Do Discurso Em Roma reúne textos que valorizam o intercâmbio entre a Literatura e a História aplicadas à Antiguidade

As Múltiplas Faces Do Discurso Em Roma reúne textos que valorizam o intercâmbio entre a Literatura e a História aplicadas à Antiguidade, sem abandonar, naturalmente, a Arqueologia e a Epigrafia, na medida em que o estudo das sociedades antigas revela-se um campo de conhecimento atravessado, a todo o momento, pelas mais diversas disciplinas acadêmicas.

Essa obra fomenta o interesse que o público brasileiro vem manifestando pelos estudos da Antiguidade, captando as múltiplas faces desse Jano monumental que foi Roma.

Na disposição dos textos, foi adotada uma divisão em três grandes eixos, mesclando-se análises mais afinadas com o modus faciendi da Literatura, outras da História, outras da Arqueologia e outras ainda absolutamente indistintas, já que empreendidas na confluência de duas ou mais vertentes dos Estudos Clássicos.

O primeiro eixo é dedicado à investigação dos gêneros discursivos que vicejaram em Roma, com destaque para a história e a biografia, mas sem deixar de lado as implicações poéticas nelas contidas, uma vez que, como se sabe, as narrativas sobre o passado individual e coletivo, na Antiguidade, eram por vezes regidas a partir dos cânones da poesia.

O segundo eixo, por sua vez, trata das modalidades de expressão escrita e imagética na fase imperial, com ênfase na produção e recepção de obras literárias que poderíamos talvez classificar, na falta de um termo mais apropriado, como “eruditas” e de textos oriundos de meios populares, a exemplo das inscrições parietais de Pompeia, mas sempre alerta para os pontos de contato entre ambas.

Por outro lado, considerando que o letramento, em Roma, não era uma competência de alcance universal, o que resultava num amplo contingente de analfabetos, é necessário que prestemos uma atenção particular a outras modalidades de difusão de informações que não o texto propriamente dito, o que equivale a introduzir, na agenda de pesquisa, o exame dos códigos visuais que, apostos sobre artefatos de uso cotidiano, poderiam conduzir uma mensagem de um extremo a outro do Mediterrâneo.

Inscrições e imagens vêm assim se unir aos textos na construção dos saberes dos antigos, numa dinâmica incessante de empréstimos e influências recíprocas que não podem ser ignoradas.

Por último, o terceiro eixo explora a dimensão literária da cultura judaico-cristã, que tende a ser negligenciada ou mantida a certa distância quando se trata da investigação de temas ditos “clássicos” ou de matiz greco-romano, como se judeus e cristãos não convivessem com romanos e gregos pelas localidades urbanas e rurais do Império e como se houvessem permanecido refratários às correntes intelectuais do helenismo ou da latinidade.

Pelo contrário, judeus e cristãos têm muito a nos esclarecer sobre as formas de expressão literária e artística em Roma, bem como sobre o impacto da cosmovisão monoteísta sobre um patrimônio intelectual de teor politeísta, o que nos motivou a reservar-lhes aqui uma seção própria.

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As Múltiplas Faces Do Discurso Em Roma reúne textos que valorizam o intercâmbio entre a Literatura e a História aplicadas à Antiguidade, sem abandonar, naturalmente, a Arqueologia e a Epigrafia, na medida em que o estudo das sociedades antigas revela-se um campo de conhecimento atravessado, a todo o momento, pelas mais diversas disciplinas acadêmicas.

Essa obra fomenta o interesse que o público brasileiro vem manifestando pelos estudos da Antiguidade, captando as múltiplas faces desse Jano monumental que foi Roma.

Na disposição dos textos, foi adotada uma divisão em três grandes eixos, mesclando-se análises mais afinadas com o modus faciendi da Literatura, outras da História, outras da Arqueologia e outras ainda absolutamente indistintas, já que empreendidas na confluência de duas ou mais vertentes dos Estudos Clássicos.

O primeiro eixo é dedicado à investigação dos gêneros discursivos que vicejaram em Roma, com destaque para a história e a biografia, mas sem deixar de lado as implicações poéticas nelas contidas, uma vez que, como se sabe, as narrativas sobre o passado individual e coletivo, na Antiguidade, eram por vezes regidas a partir dos cânones da poesia.

O segundo eixo, por sua vez, trata das modalidades de expressão escrita e imagética na fase imperial, com ênfase na produção e recepção de obras literárias que poderíamos talvez classificar, na falta de um termo mais apropriado, como “eruditas” e de textos oriundos de meios populares, a exemplo das inscrições parietais de Pompeia, mas sempre alerta para os pontos de contato entre ambas.

Por outro lado, considerando que o letramento, em Roma, não era uma competência de alcance universal, o que resultava num amplo contingente de analfabetos, é necessário que prestemos uma atenção particular a outras modalidades de difusão de informações que não o texto propriamente dito, o que equivale a introduzir, na agenda de pesquisa, o exame dos códigos visuais que, apostos sobre artefatos de uso cotidiano, poderiam conduzir uma mensagem de um extremo a outro do Mediterrâneo.

Inscrições e imagens vêm assim se unir aos textos na construção dos saberes dos antigos, numa dinâmica incessante de empréstimos e influências recíprocas que não podem ser ignoradas.

Por último, o terceiro eixo explora a dimensão literária da cultura judaico-cristã, que tende a ser negligenciada ou mantida a certa distância quando se trata da investigação de temas ditos “clássicos” ou de matiz greco-romano, como se judeus e cristãos não convivessem com romanos e gregos pelas localidades urbanas e rurais do Império e como se houvessem permanecido refratários às correntes intelectuais do helenismo ou da latinidade.

Pelo contrário, judeus e cristãos têm muito a nos esclarecer sobre as formas de expressão literária e artística em Roma, bem como sobre o impacto da cosmovisão monoteísta sobre um patrimônio intelectual de teor politeísta, o que nos motivou a reservar-lhes aqui uma seção própria.

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