George Eliot – O Véu Erguido

George Eliot – O Véu Erguido

Publicada no mesmo ano do seu primeiro romance, Adam Bede, O Véu Erguido exibe algumas das virtudes que tornariam George Eliot famosa – rigor enérgico, introspecção, forte caracterização psicológica e moralização idealista.

No entanto, O Véu Erguido é singular em comparação aos demais trabalhos da autora: foi a única em que usou uma narrativa em primeira pessoa e escreveu a respeito do sobrenatural, expoente do realismo que foi. A novela pertence à tradição vitoriana de histórias de terror, como Frankenstein (Mary Shelley) e O Estranho Caso de Dr. Jekyll e Mr. Hyde (O Médico E O Monstro, de Robert Louis Stevenson).

Latimer, de natureza sensível e pouco prática, dono de uma beleza feminina, é o filho mais novo de um banqueiro e vive à sombra do irmão mais velho, o exuberante Alfred.

Aos 16 anos é mandado para Genebra para completar sua educação, que fazia parte de um roteiro pré-determinado da vida de rico que levaria, com o irmão no comando dos negócios.

Latimer adoece,a estadia na Suíça é interrompida, e sua vida sofre uma reviravolta quando, convalescendo, ele começa a ter visões do futuro. Incapacitado, confuso, frágil, ainda assim Latimer tenta subverter seu destino vividamente vislumbrado.

George Eliot é o pseudônimo de Mary Anne Evans, nascida em Chilvers Coton, Inglaterra, em 1819, em uma fazenda gerenciada pelo pai. Quando sua mãe morre, em 1836, Mary Anne deixa a escola para cuidar da casa, dando continuidade a sua formação por conta própria na biblioteca da propriedade.

Em 1841, ela se muda com o pai para Coventry, e vive com ele até 1849, ano que ele morre. Ela sai em viagens pela Europa e se estabelece por fim em Londres.

Em 1850, a autora começa a contribuir de forma anônima para a prestigiada revista  Westminster Review, da qual torna-se mais tarde editora.

Próxima dos 40 anos, em 1958, publica a coleção de histórias Scenes of Clerical Life sob o pseudônimo de George Eliot, em parte para ser levada a sério – os livros escritos por mulheres eram tidos apenas como romances leves –, em parte para preservar sua privacidade; ela manteve uma longa relação com o produtor editorial George Henry Lewes, que era casado.

Em 1859, lança o romance Adam Bede, de um realismo e análises psicológicas surpreendentes, que causou comoção e foi um sucesso. Seu mais importante trabalho, Middlemarch (1872), é considerado um dos maiores romances do século XIX. Segundo Virginia Woolf, é “um dos poucos romances ingleses escritos para gente grande”.

No fim de 1878 George Henry Lewes morre, quando estava juntos já fazia mais de duas décadas. Eliot casa-se, então, com seu banqueiro, 20 anos mais novo que ela. Pouco depois ela morre, em 1880.


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George Eliot – O Véu Erguido

George Eliot - O Véu Erguido

Publicada no mesmo ano do seu primeiro romance, Adam Bede, O Véu Erguido exibe algumas das virtudes que tornariam George Eliot famosa – rigor enérgico, introspecção, forte caracterização psicológica e moralização idealista.

No entanto, O Véu Erguido é singular em comparação aos demais trabalhos da autora: foi a única em que usou uma narrativa em primeira pessoa e escreveu a respeito do sobrenatural, expoente do realismo que foi. A novela pertence à tradição vitoriana de histórias de terror, como Frankenstein (Mary Shelley) e O Estranho Caso de Dr. Jekyll e Mr. Hyde (O Médico E O Monstro, de Robert Louis Stevenson).

Latimer, de natureza sensível e pouco prática, dono de uma beleza feminina, é o filho mais novo de um banqueiro e vive à sombra do irmão mais velho, o exuberante Alfred.

Aos 16 anos é mandado para Genebra para completar sua educação, que fazia parte de um roteiro pré-determinado da vida de rico que levaria, com o irmão no comando dos negócios.

Latimer adoece,a estadia na Suíça é interrompida, e sua vida sofre uma reviravolta quando, convalescendo, ele começa a ter visões do futuro. Incapacitado, confuso, frágil, ainda assim Latimer tenta subverter seu destino vividamente vislumbrado.

George Eliot é o pseudônimo de Mary Anne Evans, nascida em Chilvers Coton, Inglaterra, em 1819, em uma fazenda gerenciada pelo pai. Quando sua mãe morre, em 1836, Mary Anne deixa a escola para cuidar da casa, dando continuidade a sua formação por conta própria na biblioteca da propriedade.

Em 1841, ela se muda com o pai para Coventry, e vive com ele até 1849, ano que ele morre. Ela sai em viagens pela Europa e se estabelece por fim em Londres.

Em 1850, a autora começa a contribuir de forma anônima para a prestigiada revista  Westminster Review, da qual torna-se mais tarde editora.

Próxima dos 40 anos, em 1958, publica a coleção de histórias Scenes of Clerical Life sob o pseudônimo de George Eliot, em parte para ser levada a sério – os livros escritos por mulheres eram tidos apenas como romances leves –, em parte para preservar sua privacidade; ela manteve uma longa relação com o produtor editorial George Henry Lewes, que era casado.

Em 1859, lança o romance Adam Bede, de um realismo e análises psicológicas surpreendentes, que causou comoção e foi um sucesso. Seu mais importante trabalho, Middlemarch (1872), é considerado um dos maiores romances do século XIX. Segundo Virginia Woolf, é "um dos poucos romances ingleses escritos para gente grande".

No fim de 1878 George Henry Lewes morre, quando estava juntos já fazia mais de duas décadas. Eliot casa-se, então, com seu banqueiro, 20 anos mais novo que ela. Pouco depois ela morre, em 1880.


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