Flo Menezes – Riscos Sobre Música

Em Riscos Sobre Música: Ensaios/Repetições/Provas, Flo Menezes reúne seus principais textos e retoma a discussão estética sobre a música nova

Flo Menezes – Riscos Sobre Música: Ensaios/Repetições/Provas

Em Riscos Sobre Música, Flo Menezes reúne seus principais textos e retoma a discussão estética sobre a música nova, além de publicar análises inéditas em forma de manuscritos de algumas das principais composições para a cena musical moderna. Os temas estão organizados em três partes: Ensaios, Repetições e Provas, nas quais o autor discorre sobre as vanguardas históricas, a música eletroacústica e sobre algumas de suas obras.

E estes ensaios reunidos são isso: esboçam, mas também provocam, insistem em ideias sobre as quais já falei antes, porém – como haveria de ser – de outras formas, algumas delas ainda relutantes para quem as lê e talvez para mim mesmo, provam hipóteses suspeitas e manifestam firmes convicções, doam a quem doer.

São análises de ideias e de obras e, como toda análise, perfazem riscos no itinerário da mão sobre o papel, quer seja do esboço teórico, quer seja de uma partitura, nossa ou de outros.

De uns tempos para cá, a musicologia internacional tem conferido cada vez maior peso aos esboços que deram origem às obras, e isto a ponto de ser batizada de “musicologia genética”. Mas os riscos e rabiscos em que consistem os esboços não se restringem à composição. O gene do pensamento e da investigação é a rasura – mistura de curiosidade e admiração.

Assim é que, em meio aos ensaios, há também análises-esboço. E nesse sentido, há aqui muito de inacabado, possivelmente daqueles inacabados que não precisam encontrar um fim preciso, aos moldes – com perdão da comparação – da Oitava de Schubert, ou da Décima de Mahler, ou mesmo do Requiem de Mozart, de Jakobsleiter de Schoenberg… Liturgias que iteramos, como todo mito, rito ou assunto, sem jamais pôr neles uma pedra final.

Mas de tudo que está aqui assino embaixo. Ensaiar, insistir ou mesmo provar é da responsabilidade de quem lança as ideias, como se fossem dados, criando-as ou as interpretando, dando a cara a tapa. Os resultados não pertencerão só a mim: colhem-nos aqueles que assim o desejem. Aos que os rejeitarem, a rivederci! – há mais de uma curva no emaranhado espiralado em que (re)vivemos.

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Em Riscos Sobre Música: Ensaios/Repetições/Provas, Flo Menezes reúne seus principais textos e retoma a discussão estética sobre a música nova

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Em Riscos Sobre Música, Flo Menezes reúne seus principais textos e retoma a discussão estética sobre a música nova, além de publicar análises inéditas em forma de manuscritos de algumas das principais composições para a cena musical moderna. Os temas estão organizados em três partes: Ensaios, Repetições e Provas, nas quais o autor discorre sobre as vanguardas históricas, a música eletroacústica e sobre algumas de suas obras.

E estes ensaios reunidos são isso: esboçam, mas também provocam, insistem em ideias sobre as quais já falei antes, porém – como haveria de ser – de outras formas, algumas delas ainda relutantes para quem as lê e talvez para mim mesmo, provam hipóteses suspeitas e manifestam firmes convicções, doam a quem doer.

São análises de ideias e de obras e, como toda análise, perfazem riscos no itinerário da mão sobre o papel, quer seja do esboço teórico, quer seja de uma partitura, nossa ou de outros.

De uns tempos para cá, a musicologia internacional tem conferido cada vez maior peso aos esboços que deram origem às obras, e isto a ponto de ser batizada de “musicologia genética”. Mas os riscos e rabiscos em que consistem os esboços não se restringem à composição. O gene do pensamento e da investigação é a rasura – mistura de curiosidade e admiração.

Assim é que, em meio aos ensaios, há também análises-esboço. E nesse sentido, há aqui muito de inacabado, possivelmente daqueles inacabados que não precisam encontrar um fim preciso, aos moldes – com perdão da comparação – da Oitava de Schubert, ou da Décima de Mahler, ou mesmo do Requiem de Mozart, de Jakobsleiter de Schoenberg… Liturgias que iteramos, como todo mito, rito ou assunto, sem jamais pôr neles uma pedra final.

Mas de tudo que está aqui assino embaixo. Ensaiar, insistir ou mesmo provar é da responsabilidade de quem lança as ideias, como se fossem dados, criando-as ou as interpretando, dando a cara a tapa. Os resultados não pertencerão só a mim: colhem-nos aqueles que assim o desejem. Aos que os rejeitarem, a rivederci! – há mais de uma curva no emaranhado espiralado em que (re)vivemos.

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