Filipe Bellinaso – Grande Indústria Virtual

O mérito de Grande Indústria Virtual está em contribuir para um melhor entendimento da história da EAD e algumas de suas dimensões no Brasil

Filipe Bellinaso – Grande Indústria Virtual: Ead E A Precarização Docente

Em Grande Indústria Virtual: Ead E A Precarização Docente, Bellinaso realiza uma síntese das contribuições teóricas sobre a precarização do trabalho docente na Educação à Distância (EAD) para demonstrar a divisão do trabalho e a forma de acumulação de capital neste campo do conhecimento ainda pouco compreendido e explorado.

Em particular, o estudo analisa como o neoliberalismo, alavancado pelas Tecnologias de Comunicação e Informação, proporcionou a mercadorização da educação, fazendo avançar a lógica da produtividade característica do trabalho industrial – automatizado, simplificado, polivalente e intensificado – a um processo de trabalho tradicionalmente artesanal como a atividade docente.

Neste contexto, softwares que robotizam a educação são combinados com métodos organizacionais tayloristas e toyotistas, levando a formas de contratação precárias que fragmentam o saber-fazer docente restringindo a sua autonomia e criatividade no processo de ensino-aprendizagem, que passa a ser subordinado ao maquinário informacional.

O mérito de Grande Indústria Virtual está em contribuir para um melhor entendimento da história da EAD e algumas de suas dimensões no Brasil (legislação, expansão no ensino público e privado, dentre outras), possibilitando situar esta modalidade de ensino dentro de um processo mais amplo de expansão do capitalismo para setores até então refratários à lógica da mais-valia.

No Brasil, a implantação das políticas neoliberais iniciou-se na década de1990, com a privatização de inúmeras estatais, com destaque para a Vale do Rio Doce, Telebrás e Embratel. Esse processo continua em curso e está sendo acelerado pelo atual governo de Jair Bolsonaro.

É dever do Estado brasileiro, definido na Constituição de 1988, prover educação de qualidade e gratuita para todos os cidadãos. Porém, a educação, saúde, previdência etc. são considerados, não funções sociais do Estado, mas amplos mercados para a acumulação de capital.

Em um momento em que a pandemia do novo coronavírus potencializa essa modalidade de ensino, as reflexões aqui apresentadas se tornam particularmente importantes para se contrapor ao discurso da sua inevitabilidade e da naturalização da Educação como mercadoria.


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Filipe Bellinaso – Grande Indústria Virtual

O mérito de Grande Indústria Virtual está em contribuir para um melhor entendimento da história da EAD e algumas de suas dimensões no Brasil

Filipe Bellinaso - Grande Indústria Virtual: Ead E A Precarização Docente

Em Grande Indústria Virtual: Ead E A Precarização Docente, Bellinaso realiza uma síntese das contribuições teóricas sobre a precarização do trabalho docente na Educação à Distância (EAD) para demonstrar a divisão do trabalho e a forma de acumulação de capital neste campo do conhecimento ainda pouco compreendido e explorado.

Em particular, o estudo analisa como o neoliberalismo, alavancado pelas Tecnologias de Comunicação e Informação, proporcionou a mercadorização da educação, fazendo avançar a lógica da produtividade característica do trabalho industrial – automatizado, simplificado, polivalente e intensificado – a um processo de trabalho tradicionalmente artesanal como a atividade docente.

Neste contexto, softwares que robotizam a educação são combinados com métodos organizacionais tayloristas e toyotistas, levando a formas de contratação precárias que fragmentam o saber-fazer docente restringindo a sua autonomia e criatividade no processo de ensino-aprendizagem, que passa a ser subordinado ao maquinário informacional.

O mérito de Grande Indústria Virtual está em contribuir para um melhor entendimento da história da EAD e algumas de suas dimensões no Brasil (legislação, expansão no ensino público e privado, dentre outras), possibilitando situar esta modalidade de ensino dentro de um processo mais amplo de expansão do capitalismo para setores até então refratários à lógica da mais-valia.

No Brasil, a implantação das políticas neoliberais iniciou-se na década de1990, com a privatização de inúmeras estatais, com destaque para a Vale do Rio Doce, Telebrás e Embratel. Esse processo continua em curso e está sendo acelerado pelo atual governo de Jair Bolsonaro.

É dever do Estado brasileiro, definido na Constituição de 1988, prover educação de qualidade e gratuita para todos os cidadãos. Porém, a educação, saúde, previdência etc. são considerados, não funções sociais do Estado, mas amplos mercados para a acumulação de capital.

Em um momento em que a pandemia do novo coronavírus potencializa essa modalidade de ensino, as reflexões aqui apresentadas se tornam particularmente importantes para se contrapor ao discurso da sua inevitabilidade e da naturalização da Educação como mercadoria.


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