Fabiano Coelho – A Alma Do MST?

Este livro contribui para o estudo da mística do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra- (MST) ao longo de sua história.

Fabiano Coelho – A Alma Do MST? A Prática Da Mística E A Luta Pela Terra

A mística do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem-Terra – MST foi a dimensão de abordagem escolhida por Fabiano Coelho para compreender as transformações do próprio Movimento. As alterações que esta prática apresenta ao longo do tempo são marcas que ajudam a identificar as diferentes compreensões e leituras que o MST tem acerca de sua missão e atuação.

A temática oferece uma via indireta, se considerarmos os temas mais quentes como a luta pela terra, a reforma agrária, a produção agrícola familiar sustentável, o cooperativismo, entre outras. O autor acerta na opção. Sua abordagem revela o quanto o simbólico se constitui como via de acesso para compreender o fazer-se deste movimento social, e, mais do que isso, propicia a apreensão de sua práxis.

Há uma importante atuação do historiador nessa demonstração. Fabiano revisita os momentos de constituição do MST e os problematiza. Demonstra que estes não se fizeram sem tensões, contradições. Para tanto, aborda as vinculações socioeconômicas, culturais e políticas que estão na origem do movimento. Não trata o passado como idealizado, por vezes mítico, tão comum em certas abordagens menos críticas.

O texto analisa a vinculação de vários dirigentes e militantes com as concepções progressistas de igrejas cristãs. Um pé estava nos movimentos da Igreja, em sua ala da Teologia da Libertação, que de certa forma ofereceu o suporte da motivação para a práxis inicial. As concepções bíblicas da atuação sobre a conquista da terra como um bem para a vida e não para o mercado era discurso marcante nos debates com os militantes.

Assim, há muitos elementos vinculados às práticas da Comissão Pastoral da Terra na mística que inaugura o Movimento, tais como a cruz, a bíblia, a terra prometida bem como a presença do povo, a caminhada, a união na ação coletiva.

Estes foram ressignificados e novas simbologias incorporadas à mística do MST, como a bandeira e o hino, expressões de sua identidade. As celebrações são realizadas utilizando-se de representações tanto da luta pela terra quanto do combate ao sistema capitalista e o agronegócio, através de formas teatrais, de músicas, poesias e diversos elementos simbólicos.

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Fabiano Coelho – A Alma Do MST?

Este livro contribui para o estudo da mística do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra- (MST) ao longo de sua história.

Fabiano Coelho - A Alma Do MST? A Prática Da Mística E A Luta Pela Terra

A mística do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem-Terra - MST foi a dimensão de abordagem escolhida por Fabiano Coelho para compreender as transformações do próprio Movimento. As alterações que esta prática apresenta ao longo do tempo são marcas que ajudam a identificar as diferentes compreensões e leituras que o MST tem acerca de sua missão e atuação.

A temática oferece uma via indireta, se considerarmos os temas mais quentes como a luta pela terra, a reforma agrária, a produção agrícola familiar sustentável, o cooperativismo, entre outras. O autor acerta na opção. Sua abordagem revela o quanto o simbólico se constitui como via de acesso para compreender o fazer-se deste movimento social, e, mais do que isso, propicia a apreensão de sua práxis.

Há uma importante atuação do historiador nessa demonstração. Fabiano revisita os momentos de constituição do MST e os problematiza. Demonstra que estes não se fizeram sem tensões, contradições. Para tanto, aborda as vinculações socioeconômicas, culturais e políticas que estão na origem do movimento. Não trata o passado como idealizado, por vezes mítico, tão comum em certas abordagens menos críticas.

O texto analisa a vinculação de vários dirigentes e militantes com as concepções progressistas de igrejas cristãs. Um pé estava nos movimentos da Igreja, em sua ala da Teologia da Libertação, que de certa forma ofereceu o suporte da motivação para a práxis inicial. As concepções bíblicas da atuação sobre a conquista da terra como um bem para a vida e não para o mercado era discurso marcante nos debates com os militantes.

Assim, há muitos elementos vinculados às práticas da Comissão Pastoral da Terra na mística que inaugura o Movimento, tais como a cruz, a bíblia, a terra prometida bem como a presença do povo, a caminhada, a união na ação coletiva.

Estes foram ressignificados e novas simbologias incorporadas à mística do MST, como a bandeira e o hino, expressões de sua identidade. As celebrações são realizadas utilizando-se de representações tanto da luta pela terra quanto do combate ao sistema capitalista e o agronegócio, através de formas teatrais, de músicas, poesias e diversos elementos simbólicos.

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