Erik Assadourian & Tom Prugh (Org.) – Estado Do Mundo 2013: A Sustentabilidade Ainda É Possível?

Vivemos hoje na era do blablablá da sustentabilidade, uma profusão cacofônica de usos da palavra sustentável para se referir a qualquer coisa entre “melhor para o meio ambiente” e “descolado”. O adjetivo original – que significa ser capaz de manter sua existência sem interrupção ou diminuição – tem suas origens na Roma antiga. Seu uso no campo ambiental explodiu com o lançamento de Nosso Futuro Comum, o relatório da Comissão Mundial sobre o Meio Ambiente e Desenvolvimento, em1987. O desenvolvimento sustentável, declararam a então primeira-ministra norueguesa Gro Harlem Brundtland e os outros delegados, “atende às necessidades do presente sem comprometer a capacidade das gerações futuras de atenderem às suas próprias necessidades”.
Por muitos anos após o lançamento do relatório da Comissão Brundtland, analistas ambientais debateram o valor de termos complexos como sustentável, sustentabilidade e desenvolvimento sustentável. Na virada do milênio, no entanto, estes termos ganharam vida própria – sem nenhuma garantia de que esta fosse baseada nas definições da Comissão. Por meio do uso cotidiano cada vez mais frequente, ao que parece, a palavra sustentável se tornou sinônimo para o adjetivo igualmente vago e inquantificável verde, sugerindo algum valor ambiental indefinido, assim como em crescimento verde ou empregos verdes.


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Erik Assadourian & Tom Prugh (Org.) – Estado Do Mundo 2013: A Sustentabilidade Ainda É Possível?

Vivemos hoje na era do blablablá da sustentabilidade, uma profusão cacofônica de usos da palavra sustentável para se referir a qualquer coisa entre “melhor para o meio ambiente” e “descolado”. O adjetivo original – que significa ser capaz de manter sua existência sem interrupção ou diminuição – tem suas origens na Roma antiga. Seu uso no campo ambiental explodiu com o lançamento de Nosso Futuro Comum, o relatório da Comissão Mundial sobre o Meio Ambiente e Desenvolvimento, em1987. O desenvolvimento sustentável, declararam a então primeira-ministra norueguesa Gro Harlem Brundtland e os outros delegados, “atende às necessidades do presente sem comprometer a capacidade das gerações futuras de atenderem às suas próprias necessidades”.
Por muitos anos após o lançamento do relatório da Comissão Brundtland, analistas ambientais debateram o valor de termos complexos como sustentável, sustentabilidade e desenvolvimento sustentável. Na virada do milênio, no entanto, estes termos ganharam vida própria – sem nenhuma garantia de que esta fosse baseada nas definições da Comissão. Por meio do uso cotidiano cada vez mais frequente, ao que parece, a palavra sustentável se tornou sinônimo para o adjetivo igualmente vago e inquantificável verde, sugerindo algum valor ambiental indefinido, assim como em crescimento verde ou empregos verdes.


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