Elizabeth Sousa Abrantes & Outros (Orgs.) – Histórias E Memórias Da Balaiada

Histórias E Memórias Da Balaiada oferece um espaço de discussão para questões pertinentes relacionadas às pesquisas sobre a Balaiada.

Elizabeth Sousa Abrantes, Josenildo De Jesus Pereira & Yuri Givago Alhadef Sampaio Mateus (Orgs.) – Histórias E Memórias Da Balaiada

O livro Histórias E Memórias Da Balaiada, tem como objetivo oferecer um espaço de discussão para questões pertinentes relacionadas às pesquisas sobre a Balaiada, com o enfoque nas relações etnicorraciais e de gênero, participação popular e ensino de História, memória, historiografia, imprensa e literatura.

A Balaiada – ou Guerra dos Bem-te-vis – tem sido objeto de estudos históricos desde o século XIX; mas, a produção acadêmica relativa a este tema, sobretudo sob a forma de dissertações e teses, ainda está incipiente, necessitando, inclusive, de uma maior ênfase na história ensinada por meio da produção didática.

Segundo a abordagem mais corrente na historiografia, esta revolta teve início em 13 de dezembro de 1838 quando um grupo de vaqueiros, liderado por Raimundo Gomes, invadiu a cadeia da Vila da Manga para libertar companheiros colocados a ferro e lançando, em seguida, um manifesto com reivindicações políticas.

A partir deste episódio a revolta se alastrou envolvendo milhares de sertanejos e escravos, mas, também, a participação de segmentos das camadas médias rurais e fazendeiros liberais movidos por seus interesses específicos.

No século XX, a disputa pela memória da Balaiada resultou na produção de interpretações favoráveis e condenatórias desta revolta; bem como, por um lado, a tentativa das elites governantes em apagar a memória da Balaiada e, por outro, a apropriação do seu simbolismo de resistência, especialmente, por movimentos sociais.

Não é demais sublinhar que nas últimas décadas a memória da Balaiada tem sido silenciada pelos poderes públicos uma vez que não se verifica comemorações públicas ou construção de memoriais a respeito desta.

Antes, no entanto, a memória oficial consagrou o militar Luís Alves de Lima como “pacificador” do Maranhão devido ao seu êxito na repressão da revolta. Vale destacar que o mesmo recebeu do imperador o título nobiliárquico de Barão de Caxias e, na cidade de São Luís, a homenagem sob a forma de uma estátua, na qual está montado em um imponente cavalo erguendo a sua espada. A estátua está postada em frente ao quartel do 24º Batalhão de Infantaria do exército brasileiro, no bairro do João Paulo.

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Histórias E Memórias Da Balaiada oferece um espaço de discussão para questões pertinentes relacionadas às pesquisas sobre a Balaiada.

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O livro Histórias E Memórias Da Balaiada, tem como objetivo oferecer um espaço de discussão para questões pertinentes relacionadas às pesquisas sobre a Balaiada, com o enfoque nas relações etnicorraciais e de gênero, participação popular e ensino de História, memória, historiografia, imprensa e literatura.

A Balaiada - ou Guerra dos Bem-te-vis - tem sido objeto de estudos históricos desde o século XIX; mas, a produção acadêmica relativa a este tema, sobretudo sob a forma de dissertações e teses, ainda está incipiente, necessitando, inclusive, de uma maior ênfase na história ensinada por meio da produção didática.

Segundo a abordagem mais corrente na historiografia, esta revolta teve início em 13 de dezembro de 1838 quando um grupo de vaqueiros, liderado por Raimundo Gomes, invadiu a cadeia da Vila da Manga para libertar companheiros colocados a ferro e lançando, em seguida, um manifesto com reivindicações políticas.

A partir deste episódio a revolta se alastrou envolvendo milhares de sertanejos e escravos, mas, também, a participação de segmentos das camadas médias rurais e fazendeiros liberais movidos por seus interesses específicos.

No século XX, a disputa pela memória da Balaiada resultou na produção de interpretações favoráveis e condenatórias desta revolta; bem como, por um lado, a tentativa das elites governantes em apagar a memória da Balaiada e, por outro, a apropriação do seu simbolismo de resistência, especialmente, por movimentos sociais.

Não é demais sublinhar que nas últimas décadas a memória da Balaiada tem sido silenciada pelos poderes públicos uma vez que não se verifica comemorações públicas ou construção de memoriais a respeito desta.

Antes, no entanto, a memória oficial consagrou o militar Luís Alves de Lima como “pacificador” do Maranhão devido ao seu êxito na repressão da revolta. Vale destacar que o mesmo recebeu do imperador o título nobiliárquico de Barão de Caxias e, na cidade de São Luís, a homenagem sob a forma de uma estátua, na qual está montado em um imponente cavalo erguendo a sua espada. A estátua está postada em frente ao quartel do 24º Batalhão de Infantaria do exército brasileiro, no bairro do João Paulo.

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