Dailza Pineda & Luís Fernando De Oliveira Saraiva (Orgs.) – Clínica E (A)Normalidade

Clínica E (A)Normalidade tem por objetivo analisar os desafios na construção de cuidados em saúde mental adequados à realidade brasileira.

Dailza Pineda & Luís Fernando De Oliveira Saraiva (Orgs.) – Clínica E (A)Normalidade: Interpelações Pandêmicas

Clínica E (A)Normalidade: Interpelações Pandêmicas tem por objetivo analisar os desafios na construção de cuidados em saúde mental adequados à realidade brasileira.

Tomando a pandemia como um acontecimento político-social – e não apenas biológico –, que demandas vêm sendo apresentadas aos psicólogos e à prática clínica? Que configurações de cuidado podem ser oferecidas em um contexto como esse? Aliás, seriam necessárias redefinições para o cuidado em saúde mental? Qual clínica a pandemia brasileira torna possível – e necessária? O que essa clínica pode produzir e como pode ser produzida?

Lidar continuamente com tais questões foi uma tarefa, por vezes, exaustiva. Pois lidar com a pandemia assim tem sido, afinal, lidamos ao longo desse tempo com diversas pandemias: as nossas, as de nossas famílias e amigos, as de nossos pacientes.

É exaustivo tentar criar continuamente uma não coincidência e uma discronia em relação à pandemia, que nos permitisse aderir a ela e nos distanciar e, com isso, mantermos fixos nossos olhares no tempo presente para nele percebermos não as luzes, mas o escuro, quer dizer, “a parte não vivida em todo o vivido”.

Aderir e se distanciar: este foi o desafio proposto para a escrita destes textos. A pandemia nos interpela a todo instante; se produz isolamento e morte, produzimos encontros e vida. Partindo de diferentes referenciais e estilos, atrelados a vivências pessoais e profissionais, os textos apostam na (necessária) possibilidade inventiva a que este enredo nos convoca.

Ainda que, em algum momento, essa pandemia possa ser desdeclarada, estamos interessados em pensar sobre seus possíveis impactos para as psicologias brasileiras, ou ainda, aproveitar esses tempos inusitados para, quem sabe, poder estranhar nossas práticas naturalizadas nos tempos ditos normais, essa palavra hoje tão cara e, ao mesmo tempo, tão perigosa. Se é que a pandemia vai passar, que este movimento não passe.

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Dailza Pineda & Luís Fernando De Oliveira Saraiva (Orgs.) – Clínica E (A)Normalidade

Clínica E (A)Normalidade tem por objetivo analisar os desafios na construção de cuidados em saúde mental adequados à realidade brasileira.

Dailza Pineda & Luís Fernando De Oliveira Saraiva (Orgs.) - Clínica E (A)Normalidade: Interpelações Pandêmicas

Clínica E (A)Normalidade: Interpelações Pandêmicas tem por objetivo analisar os desafios na construção de cuidados em saúde mental adequados à realidade brasileira.

Tomando a pandemia como um acontecimento político-social – e não apenas biológico –, que demandas vêm sendo apresentadas aos psicólogos e à prática clínica? Que configurações de cuidado podem ser oferecidas em um contexto como esse? Aliás, seriam necessárias redefinições para o cuidado em saúde mental? Qual clínica a pandemia brasileira torna possível – e necessária? O que essa clínica pode produzir e como pode ser produzida?

Lidar continuamente com tais questões foi uma tarefa, por vezes, exaustiva. Pois lidar com a pandemia assim tem sido, afinal, lidamos ao longo desse tempo com diversas pandemias: as nossas, as de nossas famílias e amigos, as de nossos pacientes.

É exaustivo tentar criar continuamente uma não coincidência e uma discronia em relação à pandemia, que nos permitisse aderir a ela e nos distanciar e, com isso, mantermos fixos nossos olhares no tempo presente para nele percebermos não as luzes, mas o escuro, quer dizer, “a parte não vivida em todo o vivido”.

Aderir e se distanciar: este foi o desafio proposto para a escrita destes textos. A pandemia nos interpela a todo instante; se produz isolamento e morte, produzimos encontros e vida. Partindo de diferentes referenciais e estilos, atrelados a vivências pessoais e profissionais, os textos apostam na (necessária) possibilidade inventiva a que este enredo nos convoca.

Ainda que, em algum momento, essa pandemia possa ser desdeclarada, estamos interessados em pensar sobre seus possíveis impactos para as psicologias brasileiras, ou ainda, aproveitar esses tempos inusitados para, quem sabe, poder estranhar nossas práticas naturalizadas nos tempos ditos normais, essa palavra hoje tão cara e, ao mesmo tempo, tão perigosa. Se é que a pandemia vai passar, que este movimento não passe.

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