Comissão Familiares De Mortos E Desaparecidos Políticos – Dossiê Dos Mortos E Desaparecidos Políticos A Partir De 1964

A publicação do Dossiê dos Mortos e Desaparecidos Políticos a partir de 1964 surgiu da sistematização das pesquisas nos arquivos do IML em São Paulo, Rio de Janeiro e Pernambuco; nos arquivos do DEOPS de Pernambuco, Paraná, Paraíba, São Paulo e Rio de Janeiro; nos arquivos do Instituto de Criminalística Carlos Éboli; nos documentos do projeto Brasil: nunca mais e, também na imprensa. Os arquivos do DEOPS de Minas Gerais, segundo autoridades governamentais daquele estado, foram incinerados e não puderam ser consultados. O debate público sobre os mortos e desaparecidos políticos e os arquivos policiais, num momento em que a imprensa mundial discutia a abertura dos arquivos das polícias políticas no Leste Europeu, ampliou o interesse pelo tema e permitiu assim, a publicação do Dossiê. Foi possível, mais uma vez, alertar a sociedade sobre os perigos das ditaduras e para a necessidade de se eliminar a prática da tortura.
No Dossiê estão reunidas as informações organizadas durante as pesquisas, as conversas e troca de correspondência com parentes, amigos e ex-presos políticos. Destaca-se o depoimento da ex-presa política Inês Etienne Romeu, quando, após a anistia, denunciou a existência da “Casa da Morte”, aparato clandestino da repressão política localizado em Petrópolis (RJ), testemunhando a passagem e assassinato de diversos presos desaparecidos. Desde 1990 foi solicitada às famílias uma biografia de seus parentes, mas nem todos responderam; por isso, em alguns casos foi possível contar um pouco da vida daquelas pessoas, em outros, publicou-se somente a denúncia da morte.


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Comissão Familiares De Mortos E Desaparecidos Políticos – Dossiê Dos Mortos E Desaparecidos Políticos A Partir De 1964

A publicação do Dossiê dos Mortos e Desaparecidos Políticos a partir de 1964 surgiu da sistematização das pesquisas nos arquivos do IML em São Paulo, Rio de Janeiro e Pernambuco; nos arquivos do DEOPS de Pernambuco, Paraná, Paraíba, São Paulo e Rio de Janeiro; nos arquivos do Instituto de Criminalística Carlos Éboli; nos documentos do projeto Brasil: nunca mais e, também na imprensa. Os arquivos do DEOPS de Minas Gerais, segundo autoridades governamentais daquele estado, foram incinerados e não puderam ser consultados. O debate público sobre os mortos e desaparecidos políticos e os arquivos policiais, num momento em que a imprensa mundial discutia a abertura dos arquivos das polícias políticas no Leste Europeu, ampliou o interesse pelo tema e permitiu assim, a publicação do Dossiê. Foi possível, mais uma vez, alertar a sociedade sobre os perigos das ditaduras e para a necessidade de se eliminar a prática da tortura.
No Dossiê estão reunidas as informações organizadas durante as pesquisas, as conversas e troca de correspondência com parentes, amigos e ex-presos políticos. Destaca-se o depoimento da ex-presa política Inês Etienne Romeu, quando, após a anistia, denunciou a existência da "Casa da Morte", aparato clandestino da repressão política localizado em Petrópolis (RJ), testemunhando a passagem e assassinato de diversos presos desaparecidos. Desde 1990 foi solicitada às famílias uma biografia de seus parentes, mas nem todos responderam; por isso, em alguns casos foi possível contar um pouco da vida daquelas pessoas, em outros, publicou-se somente a denúncia da morte.


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