Claudia Maria Hansel & Outros (Orgs.) – Cidadania, Meio Ambiente E Sustentabilidade

Cidadania, Meio Ambiente E Sustentabilidade traz trabalhos que abordam desde as mudanças climáticas até a presença dos imigrantes nas escolas.

Claudia Maria Hansel, Marcia Maria Dosciatti De Oliveira, Michel Mendes & Suzana Damiani (Orgs.) – Cidadania, Meio Ambiente E Sustentabilidade

Como sabemos, cada uma dessas noções está carregada de diversas possibilidades de interpretação (muitas delas antagônicas), que nos desafiam constantemente a um apurado trabalho de reflexão, de pesquisas, de diálogos, de estudos e de práticas sociais e pedagógicas cotidianas, para não cairmos na repetição de banalidades, nos clichês e nas verdades absolutas que abundam a produção acadêmica contemporânea.

A polissemia das noções que dão título a este livro tem sido estudada, com base em diferentes fundamentos teóricos e argumentos políticos, reafirmando assim não só a saudável diversidade do campo, como os seus aspectos transdisciplinares e transversais, mas também sua rebeldia e radicalidade epistemológicas, tão necessárias frente às constantes e pouco éticas tentativas dos praticantes da “ciência normal” de imporem seus autores, argumentos, métodos e ideologia.

Por outro lado, essa polissemia nos permite atuar, criar, escrever, experimentar e participar politicamente nos espaços em que atuamos cotidianamente, em consonância com colegas que se encontram espalhados ao redor do mundo tentando, eles e elas, combater, influenciar e alterar modelos econômicos e políticos que favorecem grupos de privilegiados.

É sempre bom lembrar e reafirmar que o movimento político-pedagógico denominado genericamente de educação ambiental se encontra presente nas mais diferentes e opostas tendências ideológicas e grupos de (e no) poder, mas que nosso empenho está relacionado com a discussão e criação de práticas alternativas concretas de modos de vida, relacionados com (a construção de) sociedades justas, democráticas e sustentáveis.

Para que palavras como cidadania, meio ambiente e sustentabilidade não se tornem desprovidas de sentido, respaldadas por banais estudos e discursos que carregam consigo o capital simbólico de terem sido elaborados em renomadas universidades ou em instituições transnacionais (como a Unesco, por exemplo), nem se tornem palavras rígidas e “engessadas” pelos burocratas e pela mídia tradicional e conservadora com suas características normativas, padronizadoras e agentes de dispositivos de controle das ações e dos argumentos questionadores e indóceis, somos desafiados constantemente a atuar a cada momento, onde e quando isso se tornar vital e imprescindível.

A radicalidade das práticas pedagógicas sociais e pedagógicas cotidianas, em conexão com os processos culturais e artísticos de subjetivação e apoiadas em estudos contemporâneos, transdisciplinares, transculturais e transnacionais indisciplinados, poderão fazer frente ao nefasto e demolidor mecanismo, econômico midiático, científico e ideológico que vivenciamos no tempo presente e reafirmam a dimensão política e pedagógica de nossas ações como sempre enfatizou Paulo Freire.

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Claudia Maria Hansel & Outros (Orgs.) – Cidadania, Meio Ambiente E Sustentabilidade

Cidadania, Meio Ambiente E Sustentabilidade traz trabalhos que abordam desde as mudanças climáticas até a presença dos imigrantes nas escolas.

Claudia Maria Hansel, Marcia Maria Dosciatti De Oliveira, Michel Mendes & Suzana Damiani (Orgs.) - Cidadania, Meio Ambiente E Sustentabilidade

Como sabemos, cada uma dessas noções está carregada de diversas possibilidades de interpretação (muitas delas antagônicas), que nos desafiam constantemente a um apurado trabalho de reflexão, de pesquisas, de diálogos, de estudos e de práticas sociais e pedagógicas cotidianas, para não cairmos na repetição de banalidades, nos clichês e nas verdades absolutas que abundam a produção acadêmica contemporânea.

A polissemia das noções que dão título a este livro tem sido estudada, com base em diferentes fundamentos teóricos e argumentos políticos, reafirmando assim não só a saudável diversidade do campo, como os seus aspectos transdisciplinares e transversais, mas também sua rebeldia e radicalidade epistemológicas, tão necessárias frente às constantes e pouco éticas tentativas dos praticantes da “ciência normal” de imporem seus autores, argumentos, métodos e ideologia.

Por outro lado, essa polissemia nos permite atuar, criar, escrever, experimentar e participar politicamente nos espaços em que atuamos cotidianamente, em consonância com colegas que se encontram espalhados ao redor do mundo tentando, eles e elas, combater, influenciar e alterar modelos econômicos e políticos que favorecem grupos de privilegiados.

É sempre bom lembrar e reafirmar que o movimento político-pedagógico denominado genericamente de educação ambiental se encontra presente nas mais diferentes e opostas tendências ideológicas e grupos de (e no) poder, mas que nosso empenho está relacionado com a discussão e criação de práticas alternativas concretas de modos de vida, relacionados com (a construção de) sociedades justas, democráticas e sustentáveis.

Para que palavras como cidadania, meio ambiente e sustentabilidade não se tornem desprovidas de sentido, respaldadas por banais estudos e discursos que carregam consigo o capital simbólico de terem sido elaborados em renomadas universidades ou em instituições transnacionais (como a Unesco, por exemplo), nem se tornem palavras rígidas e “engessadas” pelos burocratas e pela mídia tradicional e conservadora com suas características normativas, padronizadoras e agentes de dispositivos de controle das ações e dos argumentos questionadores e indóceis, somos desafiados constantemente a atuar a cada momento, onde e quando isso se tornar vital e imprescindível.

A radicalidade das práticas pedagógicas sociais e pedagógicas cotidianas, em conexão com os processos culturais e artísticos de subjetivação e apoiadas em estudos contemporâneos, transdisciplinares, transculturais e transnacionais indisciplinados, poderão fazer frente ao nefasto e demolidor mecanismo, econômico midiático, científico e ideológico que vivenciamos no tempo presente e reafirmam a dimensão política e pedagógica de nossas ações como sempre enfatizou Paulo Freire.

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