A Gripe Espanhola Na Bahia

A Gripe Espanhola Na Bahia: Saúde, Política E Medicina Em Tempos De Epidemia - O tema das epidemias tem frequentado a agenda da história social da saúde e das ciências, mas, surpreendentemente, até recentemente a pandemia de gripe não foi objeto de escrutínio exaustivo de historiadores brasileiros e estrangeiros.


A “pandemia esquecida”, nas palavras do historiador Alfred Crosby, começou a ser sistematicamente conhecida a partir de meados da década de 1990, em particular a partir da reflexão sobre a epidemia de HIV/AIDS, com trabalhos que versam sobre as diversas experiências nacionais e locais da crise epidêmica, as respostas da comunidade médica e científica ao problema; as estratégias sociais de proteção e cuidado; o funcionamento das instituições e dos serviços sanitários durante a epidemia e os impactos políticos da influenza maligna.
No Brasil, desde o trabalho pioneiro de Bertolli Filho sobre São Paulo – realizado em 1986 e publicado em 2003, um bom número de artigos, livros, dissertações e teses tem perscrutado a gripe espanhola no Brasil com trabalhos que nos mostram um evento socio-biológico que ganha características locais. A espanhola de 1918 tem também atraído a atenção de jornalistas, epidemiólogos e profissionais de saúde em busca de conhecimento e de lições com essa experiência de evento epidêmico de escala global.
A forma como políticos, médicos, farmacêuticos e a população da Bahia se posicionaram diante da desconhecida doença que vitimou cerca de 30 milhões de pessoas nos anos de 1918/19, estrutura A Gripe Espanhola Na Bahia. Nele são analisados os diversos aspectos relacionados à gripe que matou o presidente Rodrigues Alves, em janeiro de 1919, antes mesmo de tomar posse.
A autora produziu “um belo e inédito mosaico”, tomando por base fontes documentais as mais diversas para fundamentar a pesquisa sobre o enfrentamento do vírus influenza. Gilberto Hochman, pesquisador da COC/Fiocruz e autor do prefácio do livro, exalta “o delicado artesanato” na produção da narrativa que provoca o interesse, a surpresa e até mesmo a compaixão pelos que sofrem nos tempos de epidemia.
A Gripe Espanhola Na Bahia permite compreender especificidades locais da chamada República Velha na Bahia, além de possibilitar estabelecer comparações da epidemia em perspectiva global, tornando-se importante fonte de pesquisa, ainda mais neste atual momento em que a pandemia pelo vírus da influenza A (H1N1) começa a perder força no hemisfério sul, mas persiste a possibilidade de futura ocorrência de novo repique.

   

 

 

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A Gripe Espanhola Na Bahia: Saúde, Política E Medicina Em Tempos De Epidemia – O tema das epidemias tem frequentado a agenda da história social da saúde e das ciências, mas, surpreendentemente, até recentemente a pandemia de gripe não foi objeto de escrutínio exaustivo de historiadores brasileiros e estrangeiros.
A “pandemia esquecida”, nas palavras do historiador Alfred Crosby, começou a ser sistematicamente conhecida a partir de meados da década de 1990, em particular a partir da reflexão sobre a epidemia de HIV/AIDS, com trabalhos que versam sobre as diversas experiências nacionais e locais da crise epidêmica, as respostas da comunidade médica e científica ao problema; as estratégias sociais de proteção e cuidado; o funcionamento das instituições e dos serviços sanitários durante a epidemia e os impactos políticos da influenza maligna.
No Brasil, desde o trabalho pioneiro de Bertolli Filho sobre São Paulo – realizado em 1986 e publicado em 2003, um bom número de artigos, livros, dissertações e teses tem perscrutado a gripe espanhola no Brasil com trabalhos que nos mostram um evento socio-biológico que ganha características locais. A espanhola de 1918 tem também atraído a atenção de jornalistas, epidemiólogos e profissionais de saúde em busca de conhecimento e de lições com essa experiência de evento epidêmico de escala global.
A forma como políticos, médicos, farmacêuticos e a população da Bahia se posicionaram diante da desconhecida doença que vitimou cerca de 30 milhões de pessoas nos anos de 1918/19, estrutura A Gripe Espanhola Na Bahia. Nele são analisados os diversos aspectos relacionados à gripe que matou o presidente Rodrigues Alves, em janeiro de 1919, antes mesmo de tomar posse.
A autora produziu “um belo e inédito mosaico”, tomando por base fontes documentais as mais diversas para fundamentar a pesquisa sobre o enfrentamento do vírus influenza. Gilberto Hochman, pesquisador da COC/Fiocruz e autor do prefácio do livro, exalta “o delicado artesanato” na produção da narrativa que provoca o interesse, a surpresa e até mesmo a compaixão pelos que sofrem nos tempos de epidemia.
A Gripe Espanhola Na Bahia permite compreender especificidades locais da chamada República Velha na Bahia, além de possibilitar estabelecer comparações da epidemia em perspectiva global, tornando-se importante fonte de pesquisa, ainda mais neste atual momento em que a pandemia pelo vírus da influenza A (H1N1) começa a perder força no hemisfério sul, mas persiste a possibilidade de futura ocorrência de novo repique.

   

 

 

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