Carmen Silva (Org.) – Mais Direitos E Mais Poder Para As Mulheres

Em setembro de 2009 um grupo de sete organizações feministas do Brasil reuniu-se em Recife em torno de uma idéia: desenhar uma ação conjunta em torno dos direitos das mulheres e concorrerem, com ela, a um financiamento do Fundo para Igualdade de Gênero de ONU Mulheres – FIG. A elas juntou-se a Secretaria de Política para Mulheres da Presidência da República – SPM. Daí nasceu o projeto Mais Direitos e Mais Poder para as Mulheres Brasileiras que, aprovado pelo Fundo, foi realizado de 2011 a 2014, por SOS Corpo Instituto Feminista para Democracia, Geledés Instituto da Mulher Negra, Cfemea – Centro feminista de Estudos e Assessoria, CLD – Coletivo Leila Diniz Estudos e Pesquisas, Cunhã Coletivo Feminista, Redeh – Rede de Desenvolvimento Humano, IPG – Instituto Patrícia Galvão Mídia e Direitos e a SPM.
O objetivo principal era gerar novas condições culturais e normativas e novas políticas públicas, que permitam maior igualdade entre mulheres e homens na política e no mundo do trabalho. Ao término destes quatro anos, em 2014, apresentamos nesta publicação, um pouco da história desta experiência, através da sistematização de algumas metodologias utilizadas neste período. Pretendemos, também, registrar aqui um balanço crítico desta construção coletiva, situando no contexto no qual ela se realizou e sobre o qual ela pretendia ter incidência, assim como os resultados alcançados.
No período da elaboração e inicio da execução do projeto, o Brasil se encontrava em um momento de crescimento econômico, com uma presidenta que buscava enfrentar a miséria e a pobreza extrema no país. Tínhamos, pela primeira vez, eleito uma mulher para a presidência da república. Entretanto, o modelo de desenvolvimento adotado não considera, suficientemente, os impactos sociais e ambientais e nem tampouco enfrenta as desigualdades estruturais de gênero e raça. Este contexto exige a atuação organizada das mulheres e dos movimentos feministas anti-racistas, no sentido de propor ao Estado novas legislações e políticas que impulsionem a construção da igualdade; e também no sentido de intervir na sociedade em prol de mudanças culturais, que alterem a situação das mulheres.


Deixe uma resposta

Carmen Silva (Org.) – Mais Direitos E Mais Poder Para As Mulheres

Em setembro de 2009 um grupo de sete organizações feministas do Brasil reuniu-se em Recife em torno de uma idéia: desenhar uma ação conjunta em torno dos direitos das mulheres e concorrerem, com ela, a um financiamento do Fundo para Igualdade de Gênero de ONU Mulheres

- FIG. A elas juntou-se a Secretaria de Política para Mulheres da Presidência da República - SPM. Daí nasceu o projeto Mais Direitos e Mais Poder para as Mulheres Brasileiras que, aprovado pelo Fundo, foi realizado de 2011 a 2014, por SOS Corpo Instituto Feminista para Democracia, Geledés Instituto da Mulher Negra, Cfemea - Centro feminista de Estudos e Assessoria, CLD - Coletivo Leila Diniz Estudos e Pesquisas, Cunhã Coletivo Feminista, Redeh - Rede de Desenvolvimento Humano, IPG - Instituto Patrícia Galvão Mídia e Direitos e a SPM.
O objetivo principal era gerar novas condições culturais e normativas e novas políticas públicas, que permitam maior igualdade entre mulheres e homens na política e no mundo do trabalho. Ao término destes quatro anos, em 2014, apresentamos nesta publicação, um pouco da história desta experiência, através da sistematização de algumas metodologias utilizadas neste período. Pretendemos, também, registrar aqui um balanço crítico desta construção coletiva, situando no contexto no qual ela se realizou e sobre o qual ela pretendia ter incidência, assim como os resultados alcançados.
No período da elaboração e inicio da execução do projeto, o Brasil se encontrava em um momento de crescimento econômico, com uma presidenta que buscava enfrentar a miséria e a pobreza extrema no país. Tínhamos, pela primeira vez, eleito uma mulher para a presidência da república. Entretanto, o modelo de desenvolvimento adotado não considera, suficientemente, os impactos sociais e ambientais e nem tampouco enfrenta as desigualdades estruturais de gênero e raça. Este contexto exige a atuação organizada das mulheres e dos movimentos feministas anti-racistas, no sentido de propor ao Estado novas legislações e políticas que impulsionem a construção da igualdade; e também no sentido de intervir na sociedade em prol de mudanças culturais, que alterem a situação das mulheres.


Deixe uma resposta


Desenvolvido pela Quanta Comunicação