Carlos Reis & Luciana Morais Da Silva (Orgs.) – Figuração De Personagens Monstruosas

Os ensaios de Figuração De Personagens Monstruosas exploram diferentes espaços para tratar da configuração do grotesco e da monstruosidade.

Carlos Reis & Luciana Morais Da Silva (Orgs.) – Figuração De Personagens Monstruosas

Os trabalhos reunidos nesse volume derivam do simpósio Figuração De Personagens Monstruosas, por isso manter-se-á título semelhante ao simpósio, referente ao IV Congresso Internacional “Vertentes do Insólito Ficcional” – Mostruosidades ficcionais – Homenagem a os 200 a nos de publicação de Frankenstein, de Mary Shelley, realizado pelo SePEL.UERJ (Seminário Permanente de Estudos Literários da UERJ), de 12 a 14 de novembro de 2018, na Universidade do Estado do Rio de Janeiro. Foram dias de aprendizagem e troca tão enriquecedoras, com foco nos processos de figuração de personagens, que se concretizam na organização do livro.

Os treze ensaios compõem um conjunto significativo das possibilidades da pesquisa no âmbito dos estudos acerca da arquitetura do monstro e da monstruosidade. A reflexão acerca dos processos de figuração de personagens vem operando de modos diversos no decorrer do tempo e da história.

Com isso, percebe-se como os estudos narrativos importam para as reflexões acerca do monstro e da monstruosidade, principalmente ao observar-se as nuances da formação ou deformação do reconhecido como humano no decorrer do tempo e na percepção da história.

Os processos envolvidos na arquitetura do monstro e da monstruosidade constituem-se a partir de um longo percurso seja pela tipificação de entes sobrenaturais, bizarros, seja pela conjugação de elementos naturais, mas com disfunções psíquicas.

Nesse sentido, a construção do monstro na história poderia ser proveniente de deformidades exteriores, interiores ou de ambas. As personagens seriam, então, (de)formadas, hibridas, anormais, exatamente, pela monstruosidade tanto externa quanto interna, física e psíquica, sólita e insólita, que contêm.

Os treze ensaios exploram diferentes espaços para tratar da configuração do grotesco e da monstruosidade, indicando as muitas possibilidades presentes na confecção do monstro. De tempos diversos e também de mundos distintos, os caminhos das literaturas se cruzam para fazerem notar a insurreição do monstro na composição dos mundos possíveis ficcionais, instaurando nas vertentes do (in)sólito a percepção de monstruosidades múltiplas.

Tem-se, portanto, o alicerce para excelentes conclusões acerca da figuração de personagens monstruosas. A leitura desse estudo fornece, assim, importantes desdobramentos para as pesquisas acerca do monstro e da figuração de personagens, certamente, incentivando novos olhares e outras leituras.


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Carlos Reis & Luciana Morais Da Silva (Orgs.) – Figuração De Personagens Monstruosas

Os ensaios de Figuração De Personagens Monstruosas exploram diferentes espaços para tratar da configuração do grotesco e da monstruosidade.

Carlos Reis & Luciana Morais Da Silva (Orgs.) - Figuração De Personagens Monstruosas

Os trabalhos reunidos nesse volume derivam do simpósio Figuração De Personagens Monstruosas, por isso manter-se-á título semelhante ao simpósio, referente ao IV Congresso Internacional “Vertentes do Insólito Ficcional” – Mostruosidades ficcionais – Homenagem a os 200 a nos de publicação de Frankenstein, de Mary Shelley, realizado pelo SePEL.UERJ (Seminário Permanente de Estudos Literários da UERJ), de 12 a 14 de novembro de 2018, na Universidade do Estado do Rio de Janeiro. Foram dias de aprendizagem e troca tão enriquecedoras, com foco nos processos de figuração de personagens, que se concretizam na organização do livro.

Os treze ensaios compõem um conjunto significativo das possibilidades da pesquisa no âmbito dos estudos acerca da arquitetura do monstro e da monstruosidade. A reflexão acerca dos processos de figuração de personagens vem operando de modos diversos no decorrer do tempo e da história.

Com isso, percebe-se como os estudos narrativos importam para as reflexões acerca do monstro e da monstruosidade, principalmente ao observar-se as nuances da formação ou deformação do reconhecido como humano no decorrer do tempo e na percepção da história.

Os processos envolvidos na arquitetura do monstro e da monstruosidade constituem-se a partir de um longo percurso seja pela tipificação de entes sobrenaturais, bizarros, seja pela conjugação de elementos naturais, mas com disfunções psíquicas.

Nesse sentido, a construção do monstro na história poderia ser proveniente de deformidades exteriores, interiores ou de ambas. As personagens seriam, então, (de)formadas, hibridas, anormais, exatamente, pela monstruosidade tanto externa quanto interna, física e psíquica, sólita e insólita, que contêm.

Os treze ensaios exploram diferentes espaços para tratar da configuração do grotesco e da monstruosidade, indicando as muitas possibilidades presentes na confecção do monstro. De tempos diversos e também de mundos distintos, os caminhos das literaturas se cruzam para fazerem notar a insurreição do monstro na composição dos mundos possíveis ficcionais, instaurando nas vertentes do (in)sólito a percepção de monstruosidades múltiplas.

Tem-se, portanto, o alicerce para excelentes conclusões acerca da figuração de personagens monstruosas. A leitura desse estudo fornece, assim, importantes desdobramentos para as pesquisas acerca do monstro e da figuração de personagens, certamente, incentivando novos olhares e outras leituras.


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