Carlos Chiarelli – Reflexões Sobre Liberdade Igualdade E Fraternidade

Reflexões Sobre Liberdade, Igualdade E Fraternidade: livro de ocorrências, escrito com afeto e sinceridade, dos atropelos da história pessoal

Carlos Chiarelli – Reflexões Sobre Liberdade Igualdade E Fraternidade

Sempre tive uma dúvida: passamos nós pelo tempo ou passa ele por nós? Bibiana Terra, olhando, sol tímido, no fim de tarde gaúcho o horizonte que termina logo ali no não-sei-onde, e sentindo passar as primeiras rajadas do minuano, descobriu o consórcio indissolúvel de ambos no infinito permanente.

Pequenino ante o cortejo dos fatos que nos envolvem, estimulam, submetem, vamos protagonizando a própria vida, que é um pedaço de nós e dos outros; do antes, e do depois; do sabido e do desconhecido; do daqui e do alhures.

Este é o livro de ocorrências, escrito com afeto e sinceridade, dos atropelos da história pessoal; das ideias e dos ideais, das aspirações que se empoeiraram na inviabilidade e das esperanças que viraram realidade.

Ei-lo aqui, como testemunha e parte, acusador e réu, interessado e juiz, de nossos tempos últimos, que são vivência minha e convivência de todos nós. Realidade dividida, entre angústias e expectativas.

Quer ser, como no samba antigo, sem pintura retoque, retrato ainda nítido, sem fulgores marcantes nem mórbidos amores, do mundo grande, província que está dentro e em torno de nós.

Sai com a esperança de quem acredita. A quem os obstáculos sempre estimularam. E um pouco de nós mesmos, passados a limpo, dizendo do que foi, do que não devia ser, e do como deveria ter sido.

E hino, sinfonia ou simples projeto de sambinha — eu não sei, classifique-o, meu caro leitor — de crença na liberdade que desfruto, não dispenso e quero repartir com todos, sem perdê-la; na igualdade, que se quer atingir sem rebaixar os que subiram, mas ascendendo os que foram brecados na ascensão; na fraternidade, porque sem ela não haveria a primeira, nem se teria por que alcançar jamais a segunda.

Para homens e mulheres livres, aspirantes à igualdade, que só haverá de ser atingida, preservada a individualidade das diferenças, dedico este sonho — realidade de quem acredita, mas, desconfiando, vigia permanentemente.


Deixe uma resposta

Carlos Chiarelli – Reflexões Sobre Liberdade Igualdade E Fraternidade

Reflexões Sobre Liberdade, Igualdade E Fraternidade: livro de ocorrências, escrito com afeto e sinceridade, dos atropelos da história pessoal

Carlos Chiarelli - Reflexões Sobre Liberdade Igualdade E Fraternidade

Sempre tive uma dúvida: passamos nós pelo tempo ou passa ele por nós? Bibiana Terra, olhando, sol tímido, no fim de tarde gaúcho o horizonte que termina logo ali no não-sei-onde, e sentindo passar as primeiras rajadas do minuano, descobriu o consórcio indissolúvel de ambos no infinito permanente.

Pequenino ante o cortejo dos fatos que nos envolvem, estimulam, submetem, vamos protagonizando a própria vida, que é um pedaço de nós e dos outros; do antes, e do depois; do sabido e do desconhecido; do daqui e do alhures.

Este é o livro de ocorrências, escrito com afeto e sinceridade, dos atropelos da história pessoal; das ideias e dos ideais, das aspirações que se empoeiraram na inviabilidade e das esperanças que viraram realidade.

Ei-lo aqui, como testemunha e parte, acusador e réu, interessado e juiz, de nossos tempos últimos, que são vivência minha e convivência de todos nós. Realidade dividida, entre angústias e expectativas.

Quer ser, como no samba antigo, sem pintura retoque, retrato ainda nítido, sem fulgores marcantes nem mórbidos amores, do mundo grande, província que está dentro e em torno de nós.

Sai com a esperança de quem acredita. A quem os obstáculos sempre estimularam. E um pouco de nós mesmos, passados a limpo, dizendo do que foi, do que não devia ser, e do como deveria ter sido.

E hino, sinfonia ou simples projeto de sambinha — eu não sei, classifique-o, meu caro leitor — de crença na liberdade que desfruto, não dispenso e quero repartir com todos, sem perdê-la; na igualdade, que se quer atingir sem rebaixar os que subiram, mas ascendendo os que foram brecados na ascensão; na fraternidade, porque sem ela não haveria a primeira, nem se teria por que alcançar jamais a segunda.

Para homens e mulheres livres, aspirantes à igualdade, que só haverá de ser atingida, preservada a individualidade das diferenças, dedico este sonho — realidade de quem acredita, mas, desconfiando, vigia permanentemente.


Deixe uma resposta