Carla Reis Longhi & Fabio Gentile (Orgs.) – Ditaduras E Violência Institucional

O livro discute características, especificidades e percursos das ditaduras e violência institucional praticadas nos Países Latino-Americanos e no Caribe.

Carla Reis Longhi & Fabio Gentile (Orgs.) – Ditaduras E Violência Institucional

Esta coletânea é o resultado das pesquisas discutidas no Grupo Temático de trabalho – Ditaduras E Violência Institucional, realizado no âmbito das atividades do Seminário Internacional “Rupturas e continuidades na dinâmica latino-americana e do Caribe: até o século XXI”, evento organizado pela Sessão brasileira da Associação de Historiadores Latino-Americanos e do Caribe (ADHILAC), com o apoio do Departamento de História da Pontifícia Universidade Católica (PUC) de São Paulo, em 2016, o que ensejou a articulação dos pesquisadores em 2017, por ocasião da Semana de História, realizada também nas dependências da PUCSP.

Partindo das estimulantes reflexões geradas pelos trabalhos apresentados naquelas circunstâncias, organizamos o presente livro, tentando um delicado equilíbrio entre a exigência científica de revisar teorias
consolidadas, até se tornarem senso comum histórico; bem como de percorrer novas trilhas teórico-metodológicas – como demonstra a qualidade e a originalidade dos trabalhos escolhidos –, e a exigência civil, expressa também pela destacada participação do público ao longo dos trabalhos desencadeados naqueles seminários, de esclarecer o recente passado ditatorial, com o seu legado ainda traumático de violência, terror e torturas – feridas ainda abertas nas sociedades contemporâneas da América Latina.

Na nossa perspectiva crítica trata-se de considerar a herança das experiências autoritárias e ditatoriais como fixação de aspectos que se tornaram perenes e que estão inseridos na própria redemocratização pós ditadura, de acordo com um processo que alguns cientistas sociais chamam de “hibridismo” da “semidemocracia” latino-americana, caracterizada por uma convivência ambígua de novos elementos democráticos e permanências autoritárias.

Os capítulos aqui presentes contemplam a diversidade esperada num grupo de trabalho que discute características, especificidades e percursos das ditaduras e violência institucional praticadas nos Países Latino-Americanos e no Caribe ao longo do século XX, contendo, assim, distintos objetos, recortes espaço-temporais e abordagens teórico-conceituais.

Em momento em que o sentido e a viabilidade da democracia vem sendo questionada; em que práticas autoritárias e perspectivas conservadoras circulam pelas mídias e são aplaudidas por setores da sociedade, a reflexão sobre ditaduras e violência institucional torna-se mais que necessária.


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Carla Reis Longhi & Fabio Gentile (Orgs.) – Ditaduras E Violência Institucional

O livro discute características, especificidades e percursos das ditaduras e violência institucional praticadas nos Países Latino-Americanos e no Caribe.

Carla Reis Longhi & Fabio Gentile (Orgs.) - Ditaduras E Violência Institucional

Esta coletânea é o resultado das pesquisas discutidas no Grupo Temático de trabalho - Ditaduras E Violência Institucional, realizado no âmbito das atividades do Seminário Internacional “Rupturas e continuidades na dinâmica latino-americana e do Caribe: até o século XXI”, evento organizado pela Sessão brasileira da Associação de Historiadores Latino-Americanos e do Caribe (ADHILAC), com o apoio do Departamento de História da Pontifícia Universidade Católica (PUC) de São Paulo, em 2016, o que ensejou a articulação dos pesquisadores em 2017, por ocasião da Semana de História, realizada também nas dependências da PUCSP.

Partindo das estimulantes reflexões geradas pelos trabalhos apresentados naquelas circunstâncias, organizamos o presente livro, tentando um delicado equilíbrio entre a exigência científica de revisar teorias
consolidadas, até se tornarem senso comum histórico; bem como de percorrer novas trilhas teórico-metodológicas – como demonstra a qualidade e a originalidade dos trabalhos escolhidos –, e a exigência civil, expressa também pela destacada participação do público ao longo dos trabalhos desencadeados naqueles seminários, de esclarecer o recente passado ditatorial, com o seu legado ainda traumático de violência, terror e torturas - feridas ainda abertas nas sociedades contemporâneas da América Latina.

Na nossa perspectiva crítica trata-se de considerar a herança das experiências autoritárias e ditatoriais como fixação de aspectos que se tornaram perenes e que estão inseridos na própria redemocratização pós ditadura, de acordo com um processo que alguns cientistas sociais chamam de “hibridismo” da “semidemocracia” latino-americana, caracterizada por uma convivência ambígua de novos elementos democráticos e permanências autoritárias.

Os capítulos aqui presentes contemplam a diversidade esperada num grupo de trabalho que discute características, especificidades e percursos das ditaduras e violência institucional praticadas nos Países Latino-Americanos e no Caribe ao longo do século XX, contendo, assim, distintos objetos, recortes espaço-temporais e abordagens teórico-conceituais.

Em momento em que o sentido e a viabilidade da democracia vem sendo questionada; em que práticas autoritárias e perspectivas conservadoras circulam pelas mídias e são aplaudidas por setores da sociedade, a reflexão sobre ditaduras e violência institucional torna-se mais que necessária.


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