Carl Gustav Jung – Os Arquétipos E O Inconsciente Coletivo

O volume esboça e aprofunda a contribuição mais original de Jung para a psicologia: a noção de arquétipo e seu correlato, o inconsciente coletivo.

Carl Gustav Jung – Os Arquétipos E O Inconsciente Coletivo

A noção de arquétipo e seu correlato, o conceito de inconsciente coletivo, fazem parte das teorias mais conhecidas de C. G. Jung. É possível retraçar suas origens até as publicações mais antigas, como a dissertação médica “Sobre a psicologia e psicopatologia dos fenômenos chamados ocultos” (1902), em que descreve as fantasias de um jovem médium histérico e procura analisar suas possíveis causas subjetivas.

Indicações dos conceitos encontram-se em vários de seus escritos subsequentes; aos poucos cristalizam-se, a título experimental, as primeiras definições que são formuladas de modo sempre novo, até surgir um ceme
teórico mais estável (no sentido original da palavra “concepção”).

A primeira parte do volume IX – dividido em dois tomos – consiste de trabalhos, publicados entre 1933 e 1955, que esboçam e aperfeiçoam os dois conceitos. O volume é introduzido por três ensaios que poderíamos considerar como lançamento teórico da pedra fundamental: “Sobre os arquétipos do inconsciente coletivo”, fruto de uma conferência na reunião Eranos de 1933; “O conceito de inconsciente coletivo”, também um texto de conferência (1936), que teve de ser traduzido do inglês; e “Sobre o arquétipo com referência especial ao conceito de anima”, publicado pela primeira vez em 1936. Seguem publicações que descrevem arquétipos específicos como o da mãe, do renascimento, da criança divina, de Core (a donzela), depois o motivo do espírito como aparece em incontáveis variantes dos contos populares e a figura do chamado Trickster.

Finalmente estuda a relação dos arquétipos com o processo de individuação, uma vez de modo teórico no ensaio “Consciência, inconsciente e individuação” (1939), outra vez de modo prático, isto é, aplicado a um processo particular de individuação, como se vê num trabalho analítico de Jung, baseado numa série impressionante de quadros.

Do simbolismo das mandalas tratam o último ensaio e um apêndice de 1955. Neles, além de rico material da historiadas religiões e do pensamento humano, há figuras da prática psicoterapêutica do autor, portanto produtos espontâneos do inconsciente de contemporâneos para descrição e interpretação.


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Carl Gustav Jung – Os Arquétipos E O Inconsciente Coletivo

O volume esboça e aprofunda a contribuição mais original de Jung para a psicologia: a noção de arquétipo e seu correlato, o inconsciente coletivo.

Carl Gustav Jung - Os Arquétipos E O Inconsciente Coletivo

A noção de arquétipo e seu correlato, o conceito de inconsciente coletivo, fazem parte das teorias mais conhecidas de C. G. Jung. É possível retraçar suas origens até as publicações mais antigas, como a dissertação médica "Sobre a psicologia e psicopatologia dos fenômenos chamados ocultos" (1902), em que descreve as fantasias de um jovem médium histérico e procura analisar suas possíveis causas subjetivas.

Indicações dos conceitos encontram-se em vários de seus escritos subsequentes; aos poucos cristalizam-se, a título experimental, as primeiras definições que são formuladas de modo sempre novo, até surgir um ceme
teórico mais estável (no sentido original da palavra "concepção").

A primeira parte do volume IX - dividido em dois tomos - consiste de trabalhos, publicados entre 1933 e 1955, que esboçam e aperfeiçoam os dois conceitos. O volume é introduzido por três ensaios que poderíamos considerar como lançamento teórico da pedra fundamental: "Sobre os arquétipos do inconsciente coletivo", fruto de uma conferência na reunião Eranos de 1933; "O conceito de inconsciente coletivo", também um texto de conferência (1936), que teve de ser traduzido do inglês; e "Sobre o arquétipo com referência especial ao conceito de anima", publicado pela primeira vez em 1936. Seguem publicações que descrevem arquétipos específicos como o da mãe, do renascimento, da criança divina, de Core (a donzela), depois o motivo do espírito como aparece em incontáveis variantes dos contos populares e a figura do chamado Trickster.

Finalmente estuda a relação dos arquétipos com o processo de individuação, uma vez de modo teórico no ensaio "Consciência, inconsciente e individuação" (1939), outra vez de modo prático, isto é, aplicado a um processo particular de individuação, como se vê num trabalho analítico de Jung, baseado numa série impressionante de quadros.

Do simbolismo das mandalas tratam o último ensaio e um apêndice de 1955. Neles, além de rico material da historiadas religiões e do pensamento humano, há figuras da prática psicoterapêutica do autor, portanto produtos espontâneos do inconsciente de contemporâneos para descrição e interpretação.


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