Átila Monteiro & Outros (Orgs.) – Ensaios De Filosofia Brasileira

Ensaios De Filosofia Brasileira reflete sobre o fazer filosófico no Brasil, adotando a perspectiva de enaltecimento desse patrimônio.

Átila Monteiro, John Aquino, Mateus Uchôa & Pedro Santiago (Orgs.) – Ensaios De Filosofia Brasileira

Que nem o ser de Aristóteles, a filosofia se diz de vários modos. Aparentemente, agora, a filosofia brasileira, mais ainda. De repente, em vez de nenhuma ou pouca, nós começaríamos a tê-la abundante, variada, misturada – o que é bom e é o que deve ser –, pois foi assim que nos formamos, mesmo que tão desigualmente, não é mesmo?

Os ensaios desta Coletânea, tanto mais porque ensaios, mostram-se desse jeito, além de ousados e relevantes. Mas, o que será mesmo a filosofia brasileira? Aquela feita no Brasil, por brasileiros – como no caso da americana, da alemã ou da francesa –, não?

Bem, sim e não, pode não ser tão simples; o segredo está nessa palavrinha feita, produzida. Quando é que se está mesmo fazendo filosofia? No Brasil, estamos? O que envolve ainda a palavrinha como: como a faz, quem faz filosofia? Dentro do modelo de pesquisa e de ensino de filosofia imperante nas nossas graduações e pós-graduações, fazemos filosofia, e muita?

A respeito dessas questões, tem havido, nos últimos tempos, mais discussão entre nós, mas sempre, depois de tudo, pouco levada em conta, nada traduzida nos nossos cursos e programas, nem na nossa produção. Fica uma discussão permanentemente recomeçada, que valeria, entretanto, recuperar, desenvolver e buscar elevar a um outro patamar, de que tirássemos as consequências.

Ensaios De Filosofia Brasileira reflete sobre o fazer filosófico no Brasil, adotando a perspectiva de enaltecimento desse patrimônio, em superação ao modelo filosófico uspiano, que toma como superior e matriz de intelectualidade a filosofia europeia (principalmente francesa, inglesa e alemã) e norte-americana.

A linha de pensamento uspiana parte do pressuposto de que o Brasil e outros países “periféricos” – que não os citados anteriormente – não possuem maturidade intelectual para a filosofia propriamente dita, sendo reservado para estes o lugar de plateia.

Por conta disso, de toda atividade intelectual praticada no Brasil, a filosófica é a mais alienada da realidade na qual está inserida. Esta obra reflete e problematiza as questões citadas.


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Átila Monteiro & Outros (Orgs.) – Ensaios De Filosofia Brasileira

Ensaios De Filosofia Brasileira reflete sobre o fazer filosófico no Brasil, adotando a perspectiva de enaltecimento desse patrimônio.

Átila Monteiro, John Aquino, Mateus Uchôa & Pedro Santiago (Orgs.) - Ensaios De Filosofia Brasileira

Que nem o ser de Aristóteles, a filosofia se diz de vários modos. Aparentemente, agora, a filosofia brasileira, mais ainda. De repente, em vez de nenhuma ou pouca, nós começaríamos a tê-la abundante, variada, misturada – o que é bom e é o que deve ser –, pois foi assim que nos formamos, mesmo que tão desigualmente, não é mesmo?

Os ensaios desta Coletânea, tanto mais porque ensaios, mostram-se desse jeito, além de ousados e relevantes. Mas, o que será mesmo a filosofia brasileira? Aquela feita no Brasil, por brasileiros – como no caso da americana, da alemã ou da francesa –, não?

Bem, sim e não, pode não ser tão simples; o segredo está nessa palavrinha feita, produzida. Quando é que se está mesmo fazendo filosofia? No Brasil, estamos? O que envolve ainda a palavrinha como: como a faz, quem faz filosofia? Dentro do modelo de pesquisa e de ensino de filosofia imperante nas nossas graduações e pós-graduações, fazemos filosofia, e muita?

A respeito dessas questões, tem havido, nos últimos tempos, mais discussão entre nós, mas sempre, depois de tudo, pouco levada em conta, nada traduzida nos nossos cursos e programas, nem na nossa produção. Fica uma discussão permanentemente recomeçada, que valeria, entretanto, recuperar, desenvolver e buscar elevar a um outro patamar, de que tirássemos as consequências.

Ensaios De Filosofia Brasileira reflete sobre o fazer filosófico no Brasil, adotando a perspectiva de enaltecimento desse patrimônio, em superação ao modelo filosófico uspiano, que toma como superior e matriz de intelectualidade a filosofia europeia (principalmente francesa, inglesa e alemã) e norte-americana.

A linha de pensamento uspiana parte do pressuposto de que o Brasil e outros países "periféricos" - que não os citados anteriormente - não possuem maturidade intelectual para a filosofia propriamente dita, sendo reservado para estes o lugar de plateia.

Por conta disso, de toda atividade intelectual praticada no Brasil, a filosófica é a mais alienada da realidade na qual está inserida. Esta obra reflete e problematiza as questões citadas.


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