Angela Paiva Dionisio (Org.) – Um Estudo Sobre Anotações: Experiências Em Registro No Pibid Letras UFPe

A prática de anotar parece surgir em nossas vidas quando amadurecemos nosso contato com os textos, com a leitura e, na escola, especificamente, as nossas anotações estão intimamente relacionadas ao nosso compromisso com o aprendizado. Entretanto, anotar na escola não é um processo tão natural quanto parece. Aliás, a própria leitura, atividade que permeia todas as nossas tarefas diárias, também não é uma questão natural, biológica. Com base em Havelock, Marcuschi nos lembra que o homo sapiens não é, por definição, um escritor ou um leitor: “o homem que lê, em contraste com o homem que fala, não é biologicamente determinado”.
Na sociedade contemporânea, a atividade de ler parece ter se tornado mais complexa. A globalização de conhecimentos e a facilidade de acesso a ferramentas que nos permitem construir e ler textos multissistêmicos, ou seja, textos que utilizam diferentes sistemas de linguagem em sua constituição, como palavras e imagem, palavras e tipografia, palavras e entonação etc, parecem encorajar, em nós enquanto leitores, o desenvolvimento de outros letramentos além do linguístico, requerendo competências que transpassam o domínio da palavra. Consequentemente, com a maior presença de imagens em nosso cotidiano, o ensino e a aprendizagem de leitura adquiriu um novo grau de complexidade.


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Angela Paiva Dionisio (Org.) – Um Estudo Sobre Anotações: Experiências Em Registro No Pibid Letras UFPe

A prática de anotar parece surgir em nossas vidas quando amadurecemos nosso contato com os textos, com a leitura e, na escola, especificamente, as nossas anotações estão intimamente relacionadas ao nosso compromisso com o aprendizado. Entretanto, anotar na escola não é um processo tão natural quanto parece. Aliás, a própria leitura, atividade que permeia todas as nossas tarefas diárias, também não é uma questão natural, biológica. Com base em Havelock, Marcuschi nos lembra que o homo sapiens não é, por definição, um escritor ou um leitor: “o homem que lê, em contraste com o homem que fala, não é biologicamente determinado”.
Na sociedade contemporânea, a atividade de ler parece ter se tornado mais complexa. A globalização de conhecimentos e a facilidade de acesso a ferramentas que nos permitem construir e ler textos multissistêmicos, ou seja, textos que utilizam diferentes sistemas de linguagem em sua constituição, como palavras e imagem, palavras e tipografia, palavras e entonação etc, parecem encorajar, em nós enquanto leitores, o desenvolvimento de outros letramentos além do linguístico, requerendo competências que transpassam o domínio da palavra. Consequentemente, com a maior presença de imagens em nosso cotidiano, o ensino e a aprendizagem de leitura adquiriu um novo grau de complexidade.


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