Ane Luise Silva Mecenas Santos & Cristiano Ferronato (Orgs.) – Tecendo Fios E Entrelaçando Ideias

Ane Luise Silva Mecenas Santos & Cristiano Ferronato (Orgs.) - Tecendo Fios E Entrelaçando Ideias: História, Memória E Educação

Ane Luise Silva Mecenas Santos & Cristiano Ferronato (Orgs.) – Tecendo Fios E Entrelaçando Ideias: História, Memória E Educação

Nesse trabalho, a memória é tomada em dois sentidos, primeiro como escrita de professores e professoras que ficou para a posteridade, traduzida por meio de textos em defesa da educação a de práticas pedagógicas consideradas inovadoras veiculadas no Boletim do Professor, impresso destinado a professores da zona rural do Paraná no ano de 1946.

O segundo sentido, trazido de dados obtidos de depoimentos orais de sete professoras que trabalharam na zona rural desse estado entre os anos de 1950 e 1960. Depoimentos orais com base no entendimento de Ferreira e Amado e Meihy e Holanda coletados por meio de entrevista semiestruturada com base em Lakatos e Marconi. Para tanto, também foi considerando o estudo de Bosi, por se tratar de pesquisa que inclui memória de velhos.

O propósito é analisar dados contidos no conteúdo desses dois tipos de memória que se consubstanciam em registros de um tempo, onde, de um lado há a preocupação com o trabalho docente por meio da veiculação de ideias consideradas importantes para orientá-lo, e, de outro, a inserção efetiva de professoras no universo docente.

A memória se refere ao passado e não temos outro recurso para falar sobre ela, senão usando-a em suas distintas acepções como alerta Ricoeur.

Nesse sentido, a memória escrita talvez seja o registro mais comum sobre os legados da existência humana e modo pelo qual ela tem permanecido ao longo do tempo. A que mais tende se perpetuar-se preservada nos arquivos públicos ou pessoais. Se constitui de registros de distintas naturezas e formatos.

A memória oral, ao contrário está nas lembranças, nos registros que os sujeitos arquivam em decorrência de suas experiências de vida, seja profissional ou não, mas decorrem também de experiências de grupo, como indicou Halbwachs.

Importante frisar que as duas compreensões de memória remetem a professoras que em diferentes momentos desenvolveram seu labor em escolas rurais no estado do Paraná. Tais compreensões, conjuntamente se articulam ao entendimento de Halbwachs, sobre o fato de que a memória é sempre coletiva, como referido.

Dos registros impressos de professoras que escreveram em um Boletim destinado a professora rurais, a pratica é coletiva consubstanciada em um material destinado a professores e professoras do interior desse estado.

Do mesmo modo, os dados provenientes da memória oral se interrelacionam à referencias sobre os alunos e sobre os pares que num momento ou outro comungaram de realizações conjuntas.

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Nesse trabalho, a memória é tomada em dois sentidos, primeiro como escrita de professores e professoras que ficou para a posteridade, traduzida por meio de textos em defesa da educação a de práticas pedagógicas consideradas inovadoras veiculadas no Boletim do Professor, impresso destinado a professores da zona rural do Paraná no ano de 1946.

O segundo sentido, trazido de dados obtidos de depoimentos orais de sete professoras que trabalharam na zona rural desse estado entre os anos de 1950 e 1960. Depoimentos orais com base no entendimento de Ferreira e Amado e Meihy e Holanda coletados por meio de entrevista semiestruturada com base em Lakatos e Marconi. Para tanto, também foi considerando o estudo de Bosi, por se tratar de pesquisa que inclui memória de velhos.

O propósito é analisar dados contidos no conteúdo desses dois tipos de memória que se consubstanciam em registros de um tempo, onde, de um lado há a preocupação com o trabalho docente por meio da veiculação de ideias consideradas importantes para orientá-lo, e, de outro, a inserção efetiva de professoras no universo docente.

A memória se refere ao passado e não temos outro recurso para falar sobre ela, senão usando-a em suas distintas acepções como alerta Ricoeur.

Nesse sentido, a memória escrita talvez seja o registro mais comum sobre os legados da existência humana e modo pelo qual ela tem permanecido ao longo do tempo. A que mais tende se perpetuar-se preservada nos arquivos públicos ou pessoais. Se constitui de registros de distintas naturezas e formatos.

A memória oral, ao contrário está nas lembranças, nos registros que os sujeitos arquivam em decorrência de suas experiências de vida, seja profissional ou não, mas decorrem também de experiências de grupo, como indicou Halbwachs.

Importante frisar que as duas compreensões de memória remetem a professoras que em diferentes momentos desenvolveram seu labor em escolas rurais no estado do Paraná. Tais compreensões, conjuntamente se articulam ao entendimento de Halbwachs, sobre o fato de que a memória é sempre coletiva, como referido.

Dos registros impressos de professoras que escreveram em um Boletim destinado a professora rurais, a pratica é coletiva consubstanciada em um material destinado a professores e professoras do interior desse estado.

Do mesmo modo, os dados provenientes da memória oral se interrelacionam à referencias sobre os alunos e sobre os pares que num momento ou outro comungaram de realizações conjuntas.

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