Andréa Máris Campos Guerra & Jacqueline De Oliveira Moreira (Orgs.) – Adolescências E Narrativas Memorialísticas

Nesta coletânea, os autores dos artigos desenvolvem uma estratégia nova de investigação: as Narrativas Memorialísticas.

Andréa Máris Campos Guerra & Jacqueline De Oliveira Moreira (Orgs.) – Adolescências E Narrativas Memorialísticas: Escutando Apostas Inconscientes

A inovação, desenvolvida nessa obra, não reside apenas em seu avanço teórico. Em termos de método de pesquisa participativo e orientado pela psicanálise, desenvolvemos uma estratégia nova de investigação: as Narrativas Memorialísticas. Assim podemos afirmar que esta é uma pesquisa potente, não apenas porque possui muita força e energia de criação, mas também porque, metodologicamente, potencializa as pessoas que circulam em torno da mesma.

A potência se apresenta logo no início quando o grupo reflete sobre a metodologia de pesquisa de fenômenos sociais articulada às propostas da psicanálise, sobretudo, do sujeito do inconsciente, da fantasia e da retificação subjetiva, aprimorando o método clínico tradicional proposto por Freud.

Avançamos, porém, ao lado do jovem, sujeito de nossa pesquisa. Encontramos com os mesmos e lançamos um conviteenigma: Conte a história de sua vida. Não temos exigências, esperamos que o jovem fale, seguindo o princípio freudiano da associação livre: narre, construa, ficcione sua história. O diferencial da metodologia reside no que se sucede após a escuta e gravação da narrativa, realizada sempre por uma dupla e no local indicado pelo jovem.

Tributária da literatura, as narrativas memorialísticas produziram outra inquietação no grupo: Como oferecer uma escuta dessas histórias vivas que ultrapassasse as categorias pré-estabelecidas do discurso científico? Como considerar sujeito, um objeto de investigação? Como implicar pesquisador em seu ato, tal qual Freud propôs para o psicanalista?

Uma nova ideia, então, se desdobrou: ofertar as histórias pulsantes a um coletivo de jovens artistas, individualmente, como um ponto provocador para a possível construção de uma obra (conto, poesia, desenho, fotografia, roteiro).

Novamente fomos surpreendidos com a vida-pulsão que se apresentou nas obras, muito distante do vazio estigmatizante do roteiro empobrecido por onde os adolescentes circulam, e também, com a maneira como os artistas escutaram com delicadezas pontos cruciais da singularidade desses sujeitos.


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Andréa Máris Campos Guerra & Jacqueline De Oliveira Moreira (Orgs.) – Adolescências E Narrativas Memorialísticas

Nesta coletânea, os autores dos artigos desenvolvem uma estratégia nova de investigação: as Narrativas Memorialísticas.

Andréa Máris Campos Guerra & Jacqueline De Oliveira Moreira (Orgs.) - Adolescências E Narrativas Memorialísticas: Escutando Apostas Inconscientes

A inovação, desenvolvida nessa obra, não reside apenas em seu avanço teórico. Em termos de método de pesquisa participativo e orientado pela psicanálise, desenvolvemos uma estratégia nova de investigação: as Narrativas Memorialísticas. Assim podemos afirmar que esta é uma pesquisa potente, não apenas porque possui muita força e energia de criação, mas também porque, metodologicamente, potencializa as pessoas que circulam em torno da mesma.

A potência se apresenta logo no início quando o grupo reflete sobre a metodologia de pesquisa de fenômenos sociais articulada às propostas da psicanálise, sobretudo, do sujeito do inconsciente, da fantasia e da retificação subjetiva, aprimorando o método clínico tradicional proposto por Freud.

Avançamos, porém, ao lado do jovem, sujeito de nossa pesquisa. Encontramos com os mesmos e lançamos um conviteenigma: Conte a história de sua vida. Não temos exigências, esperamos que o jovem fale, seguindo o princípio freudiano da associação livre: narre, construa, ficcione sua história. O diferencial da metodologia reside no que se sucede após a escuta e gravação da narrativa, realizada sempre por uma dupla e no local indicado pelo jovem.

Tributária da literatura, as narrativas memorialísticas produziram outra inquietação no grupo: Como oferecer uma escuta dessas histórias vivas que ultrapassasse as categorias pré-estabelecidas do discurso científico? Como considerar sujeito, um objeto de investigação? Como implicar pesquisador em seu ato, tal qual Freud propôs para o psicanalista?

Uma nova ideia, então, se desdobrou: ofertar as histórias pulsantes a um coletivo de jovens artistas, individualmente, como um ponto provocador para a possível construção de uma obra (conto, poesia, desenho, fotografia, roteiro).

Novamente fomos surpreendidos com a vida-pulsão que se apresentou nas obras, muito distante do vazio estigmatizante do roteiro empobrecido por onde os adolescentes circulam, e também, com a maneira como os artistas escutaram com delicadezas pontos cruciais da singularidade desses sujeitos.


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