André Prous – O Brasil Antes Dos Brasileiros

André Prous – O Brasil Antes Dos Brasileiros

Como estudar a história dos povos que habitavam o Brasil antes da chegada dos colonizadores? Escrito por André Prous, um dos maiores arqueólogos em atividade no país, essa obra traça a história da pesquisa arqueológica brasileira e apresenta as mais recentes hipóteses acerca do povoamento e da ocupação do nosso território.

Como formular hipóteses sobre o modo de vida desses grupos que nada deixaram registrado na forma escrita? Todas as fontes da pré-história do território que conhecemos como Brasil consistem em vestígios materiais deixados pelos antigos habitantes e parcialmente preservados dos processos naturais de degradação.

Escrito por André Prous, um dos maiores arqueólogos em atividade no país, O Brasil Antes Dos Brasileiros traça a história da pesquisa arqueológica brasileira e apresenta as mais recentes hipóteses acerca do povoamento e da ocupação do nosso território. Em abordagem direta e compreensível para os não-iniciados, O Brasil Antes Dos Brasileiros analisa nosso acervo arqueológico em toda a sua diversidade e desfaz a falsa impressão – bastante difundida – de uma realidade homogênea.

Quando se estudam os habitantes do Brasil antes da chegada dos portugueses, é preciso inicialmente lembrar que o país é uma criação política recente, cujas fronteiras atuais não correspondem a limites entre as populações pré-históricas, exatamente como hoje existem índios Guarani tanto em parte do Brasil quanto no Paraguai.

Durante um bom período da pré-história, os moradores da bacia amazônica devem ter sido muito mais isolados das populações do Sul brasileiro que estes dos grupos que ocupavam os pampas argentinos. Por outro lado, tendemos a pensar que as sociedades dos primeiros habitantes das terras baixas da América do Sul eram muito parecidas com as dos remanescentes indígenas atuais; ou, então, procuramos uma imagem deles a partir de relatos dos cronistas nos séculos XVI e XVII, como Jean de Léry, Hans Staden, André Thevet, Gabriel Soares de Souza, Carvajal e os padres jesuítas.

Ora, sabemos hoje que as sociedades indígenas estavam implantadas no Brasil há mais de 12.000 anos e tiveram muito tempo para se transformar. Por outro lado, os “índios” descritos pelos cronistas são essencialmente os Tupi e os Guarani do litoral, cujas sociedades e costumes eram muito distintos das tribos de outros grupos linguísticos ou étnicos existentes naquela época.


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Como estudar a história dos povos que habitavam o Brasil antes da chegada dos colonizadores? Escrito por André Prous, um dos maiores arqueólogos em atividade no país, essa obra traça a história da pesquisa arqueológica brasileira e apresenta as mais recentes hipóteses acerca do povoamento e da ocupação do nosso território.

Como formular hipóteses sobre o modo de vida desses grupos que nada deixaram registrado na forma escrita? Todas as fontes da pré-história do território que conhecemos como Brasil consistem em vestígios materiais deixados pelos antigos habitantes e parcialmente preservados dos processos naturais de degradação.

Escrito por André Prous, um dos maiores arqueólogos em atividade no país, O Brasil Antes Dos Brasileiros traça a história da pesquisa arqueológica brasileira e apresenta as mais recentes hipóteses acerca do povoamento e da ocupação do nosso território. Em abordagem direta e compreensível para os não-iniciados, O Brasil Antes Dos Brasileiros analisa nosso acervo arqueológico em toda a sua diversidade e desfaz a falsa impressão - bastante difundida - de uma realidade homogênea.

Quando se estudam os habitantes do Brasil antes da chegada dos portugueses, é preciso inicialmente lembrar que o país é uma criação política recente, cujas fronteiras atuais não correspondem a limites entre as populações pré-históricas, exatamente como hoje existem índios Guarani tanto em parte do Brasil quanto no Paraguai.

Durante um bom período da pré-história, os moradores da bacia amazônica devem ter sido muito mais isolados das populações do Sul brasileiro que estes dos grupos que ocupavam os pampas argentinos. Por outro lado, tendemos a pensar que as sociedades dos primeiros habitantes das terras baixas da América do Sul eram muito parecidas com as dos remanescentes indígenas atuais; ou, então, procuramos uma imagem deles a partir de relatos dos cronistas nos séculos XVI e XVII, como Jean de Léry, Hans Staden, André Thevet, Gabriel Soares de Souza, Carvajal e os padres jesuítas.

Ora, sabemos hoje que as sociedades indígenas estavam implantadas no Brasil há mais de 12.000 anos e tiveram muito tempo para se transformar. Por outro lado, os “índios” descritos pelos cronistas são essencialmente os Tupi e os Guarani do litoral, cujas sociedades e costumes eram muito distintos das tribos de outros grupos linguísticos ou étnicos existentes naquela época.


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