Ana Cristina Da Silva Tavares Ehlers & Outras (Orgs.) – Educação Fora Da Caixa

Educação Fora Da Caixa - O professor do século XXI deve ser um mediador da aprendizagem, habilidoso na arte de educar seus alunos para serem ainda mais críticos

Ana Cristina Da Silva Tavares Ehlers & Outras (Orgs.) – Educação Fora Da Caixa: Tendência Para A Educação No Século XXI

Alunos nascidos no século XXI, tendo aula com professores formados no século XX em uma escola que em muito assemelha as escolas do século XIX.

Esse quadro preocupante é o grande desafio que todos nós educadores brasileiros enfrentamos hoje, seja à frente de uma Secretaria de Educação, de uma escola ou de uma sala de aula.

Uma das preocupações centrais dentro desse debate está no papel que as novas tecnologias têm, terão ou devem ter na educação.

É impossível negar que elas terão cada vez mais influência sobre a prática docente, na medida em que cada vez mais influenciam a prática dos alunos.

Negar a presença das tecnologias na escola – como muitas legislações fazem ao proibir, a priori, o uso do celular nas instituições escolares – é o caminho da fuga, e não do necessário enfrentamento dessa importante questão.

Quando usada indiscriminadamente, a tecnologia ajuda pouco, e pode até atrapalhar, como mostra estudo recente da OCDE sobre o uso de computadores e demais dispositivos na aprendizagem.

Colocar o computador como uma alternativa ao professor é condenar o uso da tecnologia na educação ao fracasso, assim como o é com qualquer instrumento a favor da aprendizagem.

A quantidade, nesse caso, não resulta em qualidade; pelo contrário, pode atrapalhar.

Por outro lado, o mesmo estudo e muitos outros presentes na literatura brasileira e internacional mostram que, quando bem usada, a tecnologia pode ser uma grande aliada do profissional da educação.

Permite ao aluno e ao professor explorarem mundos para além daquilo que está acessível ao seu redor; permite que ambos vão além dos seus repertórios individuais de conhecimento, acessando a vastidão de informações que a internet dispõe; permite novas formas de interação e colaboração, desimpedidas da barreira geográfica; permite a publicação e o acesso aos trabalhos em qualquer tempo, em qualquer lugar.

Novamente, a grande questão apontada pelo estudo da OCDE é que tudo isso depende do preparo e da disposição do professor.

Ao contrário do que muitos imaginavam quando as tecnologias digitais começaram a “invadir” a educação, a presença desses novos instrumentos não diminui o papel do professor, mas amplia-o significativamente, ao criar novas e complexas atribuições para esse profissional.

O professor do século XXI deve ser um mediador da aprendizagem, habilidoso na arte de educar seus alunos para serem ainda mais críticos com o conteúdo que consomem das diferentes mídias, e saberem construir genuíno conhecimento em meio a um volume avassalador de informações disponíveis.

É um grande desafio.


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Ana Cristina Da Silva Tavares Ehlers & Outras (Orgs.) – Educação Fora Da Caixa

Educação Fora Da Caixa - O professor do século XXI deve ser um mediador da aprendizagem, habilidoso na arte de educar seus alunos para serem ainda mais críticos

Ana Cristina Da Silva Tavares Ehlers & Outras (Orgs.) - Educação Fora Da Caixa: Tendência Para A Educação No Século XXI

Alunos nascidos no século XXI, tendo aula com professores formados no século XX em uma escola que em muito assemelha as escolas do século XIX.

Esse quadro preocupante é o grande desafio que todos nós educadores brasileiros enfrentamos hoje, seja à frente de uma Secretaria de Educação, de uma escola ou de uma sala de aula.

Uma das preocupações centrais dentro desse debate está no papel que as novas tecnologias têm, terão ou devem ter na educação.

É impossível negar que elas terão cada vez mais influência sobre a prática docente, na medida em que cada vez mais influenciam a prática dos alunos.

Negar a presença das tecnologias na escola – como muitas legislações fazem ao proibir, a priori, o uso do celular nas instituições escolares – é o caminho da fuga, e não do necessário enfrentamento dessa importante questão.

Quando usada indiscriminadamente, a tecnologia ajuda pouco, e pode até atrapalhar, como mostra estudo recente da OCDE sobre o uso de computadores e demais dispositivos na aprendizagem.

Colocar o computador como uma alternativa ao professor é condenar o uso da tecnologia na educação ao fracasso, assim como o é com qualquer instrumento a favor da aprendizagem.

A quantidade, nesse caso, não resulta em qualidade; pelo contrário, pode atrapalhar.

Por outro lado, o mesmo estudo e muitos outros presentes na literatura brasileira e internacional mostram que, quando bem usada, a tecnologia pode ser uma grande aliada do profissional da educação.

Permite ao aluno e ao professor explorarem mundos para além daquilo que está acessível ao seu redor; permite que ambos vão além dos seus repertórios individuais de conhecimento, acessando a vastidão de informações que a internet dispõe; permite novas formas de interação e colaboração, desimpedidas da barreira geográfica; permite a publicação e o acesso aos trabalhos em qualquer tempo, em qualquer lugar.

Novamente, a grande questão apontada pelo estudo da OCDE é que tudo isso depende do preparo e da disposição do professor.

Ao contrário do que muitos imaginavam quando as tecnologias digitais começaram a “invadir” a educação, a presença desses novos instrumentos não diminui o papel do professor, mas amplia-o significativamente, ao criar novas e complexas atribuições para esse profissional.

O professor do século XXI deve ser um mediador da aprendizagem, habilidoso na arte de educar seus alunos para serem ainda mais críticos com o conteúdo que consomem das diferentes mídias, e saberem construir genuíno conhecimento em meio a um volume avassalador de informações disponíveis.

É um grande desafio.


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