Aline Alves De Lima & Outras (Orgs.) – Mulheres E Soberania Alimentar

Mulheres e Soberania Alimentar traz temas como o direito humano à alimentação adequada, políticas de agricultura e produção de alimentos.

Aline Alves De Lima, Ana Luisa Queiroz, Rafaela Silva Dornelas & Vanessa Schottz (Orgs.) – Mulheres e Soberania Alimentar: Sementes De Mundos Possíveis

Em 1996, a Via Campesina propôs o princípio de soberania alimentar como alternativa à políticas neoliberais. Soberania alimentar é o direito dos povos de decidir sobre suas políticas de agricultura e produção de alimentos, incluindo a defesa de culturas alimentares, frente ao capitalismo, não deixando de produzir, trocar e consumir conforme seus costumes e culturas.

Trata-se também da construção de relações entre homens e mulheres, em que o machismo e o autoritarismo masculino não prevaleçam e não reforcem a divisão sexual do trabalho, que tanto oprime historicamente mulheres do campo e da cidade.

Vanessa traz o direito humano à alimentação adequada (DHAA), direito soberano de se alimentar, e a defesa da comida de verdade, desempenhada por mulheres. Seu texto fala de como a agroecologia vem sendo a esperança para resgatar nossa democracia.

Aline e Nalú trazem em seu texto a provocação de entender qual é a visibilidade do trabalho de mulheres para a garantia de soberania e segurança alimentar e nutricional. As autoras registram no texto as vidas de duas mulheres. Cora e Carolina são visitadas para que seja desvelado o trabalho invisível movido por mulheres.

Emília traz em seu texto, como elemento para o debate sobre os sistemas alimentares, a soberania alimentar e a vida das mulheres. É na ideia de sistemas alimentares que respondemos várias questões e perguntas sobre escassez, acesso, fragilidades entre produção e consumo de alimentos.

Inara relata uma marcha em curso para reafirmar o corpo e o espírito como território. Através dos elementos da vida: terra, água e sementes, a autora traz o entendimento sobre comida boa, saudável, que traz vida e não doenças.

Luana, da Rede de Mulheres Negras para Soberania e Segurança Alimentar (Redessan), fala de passos sem grilhões, de (re)existir em um caminho a ser trilhado em rede por mulheres negras.

Lilian, Vanessa, Camila e Sheyla trazem um dos fazeres pedagógicos da agroecologia: a caderneta agroecológica. Uma ferramenta simples, que registra e organiza a produção das mulheres em quatro tipos de relação socioeconômica: consumo, doação, troca e venda.

Rodica traz travessias migratórias e o alimento como elo na vida de mulheres de duas favelas cariocas e duas cidades do leste de Minas Gerais. A autora analisou os “fluxos de relações forjadas” e muitas vezes “refugiadas” entre a roça e a cidade, o rural e o urbano, o passado e o presente, trazendo vidas marcadas pelo trânsito.


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Aline Alves De Lima & Outras (Orgs.) – Mulheres E Soberania Alimentar

Mulheres e Soberania Alimentar traz temas como o direito humano à alimentação adequada, políticas de agricultura e produção de alimentos.

Aline Alves De Lima, Ana Luisa Queiroz, Rafaela Silva Dornelas & Vanessa Schottz (Orgs.) - Mulheres e Soberania Alimentar: Sementes De Mundos Possíveis

Em 1996, a Via Campesina propôs o princípio de soberania alimentar como alternativa à políticas neoliberais. Soberania alimentar é o direito dos povos de decidir sobre suas políticas de agricultura e produção de alimentos, incluindo a defesa de culturas alimentares, frente ao capitalismo, não deixando de produzir, trocar e consumir conforme seus costumes e culturas.

Trata-se também da construção de relações entre homens e mulheres, em que o machismo e o autoritarismo masculino não prevaleçam e não reforcem a divisão sexual do trabalho, que tanto oprime historicamente mulheres do campo e da cidade.

Vanessa traz o direito humano à alimentação adequada (DHAA), direito soberano de se alimentar, e a defesa da comida de verdade, desempenhada por mulheres. Seu texto fala de como a agroecologia vem sendo a esperança para resgatar nossa democracia.

Aline e Nalú trazem em seu texto a provocação de entender qual é a visibilidade do trabalho de mulheres para a garantia de soberania e segurança alimentar e nutricional. As autoras registram no texto as vidas de duas mulheres. Cora e Carolina são visitadas para que seja desvelado o trabalho invisível movido por mulheres.

Emília traz em seu texto, como elemento para o debate sobre os sistemas alimentares, a soberania alimentar e a vida das mulheres. É na ideia de sistemas alimentares que respondemos várias questões e perguntas sobre escassez, acesso, fragilidades entre produção e consumo de alimentos.

Inara relata uma marcha em curso para reafirmar o corpo e o espírito como território. Através dos elementos da vida: terra, água e sementes, a autora traz o entendimento sobre comida boa, saudável, que traz vida e não doenças.

Luana, da Rede de Mulheres Negras para Soberania e Segurança Alimentar (Redessan), fala de passos sem grilhões, de (re)existir em um caminho a ser trilhado em rede por mulheres negras.

Lilian, Vanessa, Camila e Sheyla trazem um dos fazeres pedagógicos da agroecologia: a caderneta agroecológica. Uma ferramenta simples, que registra e organiza a produção das mulheres em quatro tipos de relação socioeconômica: consumo, doação, troca e venda.

Rodica traz travessias migratórias e o alimento como elo na vida de mulheres de duas favelas cariocas e duas cidades do leste de Minas Gerais. A autora analisou os “fluxos de relações forjadas” e muitas vezes “refugiadas” entre a roça e a cidade, o rural e o urbano, o passado e o presente, trazendo vidas marcadas pelo trânsito.


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