Aliger Dos Santos Pereira – Os Croatas…? Presentes!

Este e-book mapeia, com o uso do geoprocessamento e da estatística, a população empreendedora de imigrantes croatas na capital paulista.

Aliger Dos Santos Pereira – Os Croatas…? Presentes!

Os croatas estão no Brasil desde as décadas finais do século XIX, mas sua história começa a ser evidenciada somente agora, passados pouco mais de 100 anos. Isso chega a ser, até certo ponto, surpreendente, pois esses imigrantes trouxeram muitas contribuições para o Brasil, desde o mapeamento de rincões desconhecidos do interior do país (pelos irmãos Seljan) até contribuições para o design nacional com Alexandre Wollner, cujo pai (Milan Wollner, croata de Osijek) foi o responsável pela publicação do Hrvatski List, o primeiro jornal da comunidade croata do Brasil.

As razões para a invisibilização dessa comunidade durante tanto tempo são muitas e têm sido alvo de vários estudos. A mais óbvia é a de que o país de origem desses imigrantes mudou muitas vezes de nome e de regime político. Primeiramente, esses imigrantes vieram com passaportes do Império Austro-Húngaro, depois como iugoslavos, até como apátridas, e só no final do século XX foram reconhecidos, definitivamente, como croatas. Outra razão é a de que, aqui chegando, com o objetivo de facilitar sua integração, eles falavam o idioma italiano, confundindo-se com a numerosa comunidade italiana, estabelecida há mais tempo no país.

Este e-book mapeia, com o uso do geoprocessamento e da estatística, a população empreendedora de imigrantes croatas (da então Iugoslávia) na capital paulista (Brasil), desde as últimas décadas do século XIX até a década de 1950. Constata-se que a concentração (cluster) dessa população existiu principalmente nos seguintes bairros: Mooca, Belenzinho, Sé e República.

bairros da Mooca e do Belenzinho, prevaleceu a população operária, que na Croácia, em grande maioria, era de trabalhadores do campo de pequenas propriedades. Já na Sé e na República se estabeleceu a população empreendedora croata de pequenos empresários, que investiram dinheiro no Brasil em áreas relacionadas com: estética e beleza, música e arte, alimentação e bebida, moda, saúde, indústria, importação e exportação, e turismo. Esses tinham nível técnico ou superior e poder aquisitivo maior do que a população dos bairros da Mooca e do Belenzinho, o que se resultou em uma ocupação territorial e geográfifica diferente.

Ambos os empreendedores que se estabeleceram na cidade de São Paulo maciçamente nos anos 1920 e 1930 – devido às diversas dificuldades de ordem social, econômica ou política na Croácia – promoveram troca de conhecimento com a população croata já existente no país. Inovaram e trabalharam os quatro capitais empreendedores: o social, cultural, o econômico e o capital simbólico.

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Os croatas estão no Brasil desde as décadas finais do século XIX, mas sua história começa a ser evidenciada somente agora, passados pouco mais de 100 anos. Isso chega a ser, até certo ponto, surpreendente, pois esses imigrantes trouxeram muitas contribuições para o Brasil, desde o mapeamento de rincões desconhecidos do interior do país (pelos irmãos Seljan) até contribuições para o design nacional com Alexandre Wollner, cujo pai (Milan Wollner, croata de Osijek) foi o responsável pela publicação do Hrvatski List, o primeiro jornal da comunidade croata do Brasil.

As razões para a invisibilização dessa comunidade durante tanto tempo são muitas e têm sido alvo de vários estudos. A mais óbvia é a de que o país de origem desses imigrantes mudou muitas vezes de nome e de regime político. Primeiramente, esses imigrantes vieram com passaportes do Império Austro-Húngaro, depois como iugoslavos, até como apátridas, e só no final do século XX foram reconhecidos, definitivamente, como croatas. Outra razão é a de que, aqui chegando, com o objetivo de facilitar sua integração, eles falavam o idioma italiano, confundindo-se com a numerosa comunidade italiana, estabelecida há mais tempo no país.

Este e-book mapeia, com o uso do geoprocessamento e da estatística, a população empreendedora de imigrantes croatas (da então Iugoslávia) na capital paulista (Brasil), desde as últimas décadas do século XIX até a década de 1950. Constata-se que a concentração (cluster) dessa população existiu principalmente nos seguintes bairros: Mooca, Belenzinho, Sé e República.

bairros da Mooca e do Belenzinho, prevaleceu a população operária, que na Croácia, em grande maioria, era de trabalhadores do campo de pequenas propriedades. Já na Sé e na República se estabeleceu a população empreendedora croata de pequenos empresários, que investiram dinheiro no Brasil em áreas relacionadas com: estética e beleza, música e arte, alimentação e bebida, moda, saúde, indústria, importação e exportação, e turismo. Esses tinham nível técnico ou superior e poder aquisitivo maior do que a população dos bairros da Mooca e do Belenzinho, o que se resultou em uma ocupação territorial e geográfifica diferente.

Ambos os empreendedores que se estabeleceram na cidade de São Paulo maciçamente nos anos 1920 e 1930 – devido às diversas dificuldades de ordem social, econômica ou política na Croácia – promoveram troca de conhecimento com a população croata já existente no país. Inovaram e trabalharam os quatro capitais empreendedores: o social, cultural, o econômico e o capital simbólico.

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