Alexandre Siqueira De Freitas – Ressonâncias

As ressonâncias estão aí, em algum lugar misterioso entre o objeto estético e a sensibilidade ativa que os contempla.

Alexandre Siqueira De Freitas – Ressonâncias: Relações Entre Música E Pintura

Desde Platão, com seu diálogo de juventude Hípias maior: do belo, chegando até a consolidação da Estética como disciplina filosófica no século XVIII, persiste a intuição, nunca inteiramente esclarecida pela razão, de que visão e audição possuem uma ligação secreta, da qual os outros sentidos não participam.

Somente esses dois sentidos seriam capazes de nos propiciar o prazer que é a marca da experiência do belo. Somente eles nos abrem as portas para a contemplação estética. Não há – nunca houve – belos paladares ou belos toques, nem belos olfatos. Somente belos sons e belas visões.

Essa ligação secreta entre visão e audição constitui o núcleo das investigações e reflexões propostas por Alexandre Freitas em seu texto. Ligação que não parece ser uma linha direta de comunicação, mas que opera por ressonâncias que remetem ao misterioso solo comum de onde brotam as sensações estéticas.

O que é visto ressoa no que é ouvido, e vice-versa. Padrões de organização dos sons, seus timbres, texturas, ritmos, tensões e relaxamentos ressoam no amplo espaço das sensações corporais, gerando, entre outras coisas, sugestões visuais.

Não é necessário qualquer tipo de sinal para indicar a ligação dos dois sentidos. Ela emerge quando a poética visual de um pintor, de um quadro específico, evoca em nossa mente comparadora a música de determinado compositor.

Este livro oferece um amplo leque de conceitos para pensar justamente essas ressonâncias, para ir mais fundo nelas, além da simples desconfiança. O aspecto mais fascinante do livro de Alexandre Freitas, contudo, não é comparar o incomparável (título do ensaio de Marcel Detienne citado por ele), mas propor e fornecer elementos para um jogo ativo da sensibilidade que contempla.

As ressonâncias estão aí, em algum lugar misterioso entre o objeto estético e a sensibilidade ativa que os contempla – precisamos apenas nos abrir para elas.

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Alexandre Siqueira De Freitas – Ressonâncias

As ressonâncias estão aí, em algum lugar misterioso entre o objeto estético e a sensibilidade ativa que os contempla.

Alexandre Siqueira De Freitas - Ressonâncias: Relações Entre Música E Pintura

Desde Platão, com seu diálogo de juventude Hípias maior: do belo, chegando até a consolidação da Estética como disciplina filosófica no século XVIII, persiste a intuição, nunca inteiramente esclarecida pela razão, de que visão e audição possuem uma ligação secreta, da qual os outros sentidos não participam.

Somente esses dois sentidos seriam capazes de nos propiciar o prazer que é a marca da experiência do belo. Somente eles nos abrem as portas para a contemplação estética. Não há – nunca houve – belos paladares ou belos toques, nem belos olfatos. Somente belos sons e belas visões.

Essa ligação secreta entre visão e audição constitui o núcleo das investigações e reflexões propostas por Alexandre Freitas em seu texto. Ligação que não parece ser uma linha direta de comunicação, mas que opera por ressonâncias que remetem ao misterioso solo comum de onde brotam as sensações estéticas.

O que é visto ressoa no que é ouvido, e vice-versa. Padrões de organização dos sons, seus timbres, texturas, ritmos, tensões e relaxamentos ressoam no amplo espaço das sensações corporais, gerando, entre outras coisas, sugestões visuais.

Não é necessário qualquer tipo de sinal para indicar a ligação dos dois sentidos. Ela emerge quando a poética visual de um pintor, de um quadro específico, evoca em nossa mente comparadora a música de determinado compositor.

Este livro oferece um amplo leque de conceitos para pensar justamente essas ressonâncias, para ir mais fundo nelas, além da simples desconfiança. O aspecto mais fascinante do livro de Alexandre Freitas, contudo, não é comparar o incomparável (título do ensaio de Marcel Detienne citado por ele), mas propor e fornecer elementos para um jogo ativo da sensibilidade que contempla.

As ressonâncias estão aí, em algum lugar misterioso entre o objeto estético e a sensibilidade ativa que os contempla – precisamos apenas nos abrir para elas.

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