Ivo Patarra – O Chefe
O Chefe, livro do jornalista Ivo Patarra, e um flagrante da corrupção política na era Lula. As 457 páginas retratam uma triste realidade, que marcara toda uma geração.
E resultado de cinco anos de pesquisa. O Chefe traz os inquéritos, relatórios, sindicâncias, investigações e reportagens que escandalizaram o Brasil.
Os documentos reproduzidos em O Chefe resumem o trabalho desenvolvido pelo ministério público, polícia federal, comissões parlamentares de inquérito, congresso nacional, tribunal de contas da união, controladoria-geral da união, tribunal superior eleitoral e principalmente as apurações conduzidas por setores da imprensa, que contribuíram decisivamente para revelar detalhes do escândalo do mensalão, o maior esquema de corrupção governamental de que se tem noticias no Brasil, em todos os tempos.
Nas décadas de 60 e 70 do século 20, não foram poucos os brasileiros a desafiar os “donos” do poder e a combater por liberdade e democracia. Muitos tombaram, mas a luta não foi em vão. Hoje o Brasil é um país livre e democrático, como demonstram os serviços prestados pela imprensa na apuração do escândalo do mensalão.
Nesse início de século 21, a luta das forças progressistas é por justiça social e distribuição de renda. E a luta passa prioritariamente pelo combate à corrupção. A construção de uma sociedade sem tantas desigualdades pressupõe uma imprensa atuante, sempre pronta a denunciar o clientelismo, o fisiologismo e o chamado toma-lá-dá-cá.
Jornalistas têm a missão de zelar pela transparência das ações do poder constituído e pela boa aplicação do dinheiro público, apontando desvios e demais expedientes que lesem os direitos e os legítimos interesses do povo.
Se houver responsabilidade e espírito público, teremos nas mãos as ferramentas necessárias para assegurar investimentos em projetos sérios, eficientes e de alcance social. Dessa forma, transformaremos o Brasil num país desenvolvido e em uma grande nação.
O escândalo do mensalão confirma, uma vez mais, que a imprensa livre, pluralista e vigilante é imprescindível à democracia e ao Estado de Direito.
Nada melhor para a sociedade do que jornalistas determinados, incapazes de se curvar a pressões econômicas, chantagens políticas ou ao benefício das sempre generosas verbas publicitárias, em troca da omissão e do silêncio sobre o jogo sujo dos “donos” do poder.

 

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