Uma Nova História Da Música – Destinado não só aos profissionais, mas também a todos que têm música pulsando nas veias, o livro trata exclusivamente da música ocidental.
Em nenhuma outra civilização ocupa um compositor a posição central de Beethoven na história da nossa civilização; nenhuma outra civilização produziu fenômeno comparável à polifonia de Bach, explica Carpeaux.
São sete séculos de música temperados com detalhes históricos e explanações teóricas preciosas.
Uma Nova História Da Música nos fala de um Beethoven malvestido com a mesma naturalidade que discorre sobre o Alto Romantismo alemão, classifica a arte de Villa-Lobos como a Declaração da Independência musical do Brasil, questiona o espanholismo de Carmen e muito mais.
Não será possível exagerar a influência de Uma Nova História Da Música até hoje na formação de muitos músicos e melômanos do país. Dada a raridade por muitos anos de outras publicações do gênero entre nós, Carpeaux foi quem primeiro apresentou um extenso número de informações sobre a história da música, gêneros e composições – da Idade Média até o momento em que o autor escrevia.
Isso sem falar nas menções à música brasileira, plenamente inserida no contexto ocidental, que vão do período colonial até Guarnieri. É uma popularidade que, portanto, não surpreende.
Otto Maria Carpeaux é filho da mesma Áustria que forjou Mozart e Haydn. Erudito, com sólida formação humanística, trouxe para o Brasil uma contribuição da maior importância como crítico e ensaísta, em vários setores da cultura. O crítico Antonio Candido fala de Carpeaux como uma espécie de “herói civilizador”.
Otto Maria Carpeaux, nascido Otto Karpfen (Viena, 9 de março de 1900 – Rio de Janeiro, 3 de fevereiro de 1978), foi um ensaísta, jornalista, crítico literário, crítico de arte, crítico de música e historiador austríaco naturalizado brasileiro. Polímata, Carpeaux é famoso por sua Magnum Opus, A História da Literatura Ocidental, uma das mais importantes obras publicadas no Brasil no século XX.

 

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