A Metade Do Céu: Movimento De Libertação Das Mulheres Na China – É indiscutível que a experiência chinesa, ou melhor, a experiência revolucionária de massas mantida através da Revolução Chinesa, está estreitamente ligada a uma verdadeira libertação da mulher, em todos os sentidos do termo, e desde o princípio.
A revolução socialista na China simplesmente teria si­do impossível de ser concebida, se somente tivesse alcançado a metade da população, abandonando a outra metade ao estado de servidão e exploração que é, todavia, o destino das mulheres em todas as partes do mundo.
Porém, neste terreno como em muitos outros, os chineses, não procedem nem com a ajuda de esquemas pré-concebidos, nem com oportunismo, nem segundo a ideia de que a libertação das mulheres se obtém só pelo fato de “dar-lhes” a igualdade jurídica e econômica.
É a profunda transformação da mulher, do juízo que essa tem sobre si e sobre o grupo, é toda uma reavaliação dos pretensos “valores” atribuídos às relações que a mulher mantém com a sociedade, com a família, com os homens, com sua função de mãe e de esposa assim como de trabalhadora, o que se examina aqui em detalhe e que será uma revelação para numerosas mulheres que querem ver mudar sua condição, mas que, todavia, não têm encontrado em nenhuma par­te o caminho para chegar a ele.
Longe de mim a ideia de “olhar do alto” ou de denegrir aos movimentos de libertação das mulheres que surgem hoje em dia em muitos países ocidentais. Como dizia o primeiro ministro Chu En-lai em relação aos jovens, são outras tantas maneiras de buscar um caminho para a verdade.
E todos os movimentos autênticos conhecem essas dificuldades no seu começo. A leitura deste livro é necessária também para todas as mulheres que desejam sua libertação, porque explica com grande clareza, através de numerosas histórias e relatos vividos que ilustram as diferentes questões abordadas, a luta das mulheres chinesas nos planos ideológico e material, não somente para transformar a sociedade e fazer a revolução, mas também para transformar a si mesmas.
Percebe-se melhor o “grande salto adiante” das mulheres chinesas no fato de que, não somente se libertam para alcançar a igualdade com os homens ou por vantagens econômicas, senão para “fazer a revolução”, para contribuir com a consolidação do socialismo, posto que também dessa maneira é como podem consolidar sua própria libertação e converte-se assim realmente na Metade Do Céu.

 

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