Afrobook Vol. I: Mapeamento Dos Ritmos Afro Baianos – De autoria coletiva, Afrobook é resultado de uma pesquisa que elege dois ritmos urbanos contemporâneos e vai buscar suas matrizes partindo da configuração histórico-antropológica de Salvador, passando pelos modelos religiosos que permitiram a preservação e recriação de células rítmicas, e chegando às ruas, onde as agremiações carnavalescas incorporaram esse universo rítmico para se posicionar esteticamente.
Como escreve o músico Mateus Aleluia, que assina a apresentação do livro, o Afrobook propõe uma leitura que sugere diversas travessias. “A começar pela diáspora dos ritmos deslocados do continente africano para o Brasil. Dessa ancoragem que encontrou espaço privilegiado nas religiões afro-brasileiras, os ritmos se deslocam para universo festivo das ruas configurando a música popular”.
No prefácio do livro, a escritora e antropóloga Goli Guerreiro, que também assina a curadoria editorial e edição de textos, realça a importância da publicação ao abordar o modo como os africanos modelaram as culturas atlânticas na diáspora e ao deixar à disposição informações novas sobre processos musicais, ao mesmo tempo em que revelam nossas práticas culturais.
Dividida em duas partes, Afrobook cinco capítulos, sendo eles Numa Cidade Atlântica, Universo Rítmico, No Chão das Ruas, Samba Afro e Samba-Reggae e Partituras e Transcrição, este último compondo a Parte II ao apresentar o trabalho de transcrição do ritmos em pentagramas, levando em consideração a incompletude do processo.
A organização do Afrobook é assinada pela diretora da Pracatum, Selma Calabrich e pelo músico Gerson Silva, com autoria de mestre José Francisco Izquierdo Yañez e José Maurício C.D Bittencourt. A orientação de pesquisa é do historiador e escritor professor Jaime Sodré.
Ainda fizeram parte do trajeto dos autores a visita a espaços como blocos afros, escolas e projetos musicais que abriram suas portas e deram contribuição fundamental para o detalhamento do tema, em especial terreiros de candomblé que salvaguardam matrizes rítmicas através da resistência do povo negro.

   

 

 

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