O Jornalista E O Assassino – Janet Malcolm, uma das mais importantes jornalistas americanas do século XX, escreveu oito livros, baseados em labirínticas reportagens publicadas na revista The New Yorker.
Seu assunto pode ser o legado de escritores como Anton Tchekhov, Gertrude Stein e Sylvia Plath, a disputa pelo acesso aos arquivos de Freud ou processos judiciais que causaram comoção nos Estados Unidos, como em O Jornalista E O Assassino, em que narra a história de um médico, Jeffrey MacDonald, que, condenado pelo assassinato da esposa e das duas filhas, moveu um processo inaudito contra um jornalista que escrevera um livro sobre ele com base em entrevistas feitas durante o julgamento e na prisão.
Colocando em pauta temas tão polêmicos quanto a ética do jornalismo e a liberdade de imprensa, O Jornalista E O Assassino tornou-se um clássico instantâneo sobre a relação entre jornalismo e poder.
Nascida em Praga, em 1934, numa família judia levada pelo pai psiquiatra para os Estados Unidos em 1939, Janet Malcolm estudou na High School of Music And Art de Nova York e na Universidade de Michigan.
Aos 29 anos, começou a trabalhar na New Yorker, escrevendo inicialmente sobre decoração, design, compras e fotografia. A partir dos anos 1970 passou a colaborar também na New York Review of Books.
O jornalista americano Murray Kempton (1917-97) disse que o trabalho dos editorialistas — autores de comentários opinativos e judiciosos, em geral não assinados — é “descer das colinas depois da batalha para matar os feridos”.
Nos termos dessa imagem, Janet Malcolm desce para ouvir o que os moribundos têm a dizer. Ela exuma as versões sepultadas nas diversas narrativas, mostrando a intrincada rede de conflitos, acidentes e compromissos que as engendrou.
Publicado em 1990, O Jornalista E O Assassino é sua principal obra.
De acordo com Janet Malcolm, somente o escritor de ficção é fiel à verdade, pois os “fatos” que relata no texto existem em sua imaginação tal como ele os descreve.

   

 

 

Camisa Pessoa

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