A Guerra Do Sinai – Quando voltou à vida civil depois da vitória sobre os egípcios no Sinai em 1956, o General Moshe Dayan escreveu este livrinho.
Ainda que o tenha preparado visando aos aspectos militares daquela operação que levou as tropas israelenses quase às margens de Suez, A Guerra Do Sinai transformou-se num sucesso em todo o mundo, logo traduzido em inglês e francês.
Por US$ 1.95 qualquer um poderia saber os mistérios e segredos da blitz israelense. Todos o leram A Guerra Do Sinai. Menos o Estado-Maior egípcio.
E o resultado foi que, em 1967, as tropas israelenses, agora sob o comando do General Itzchak Rabin, inspiradas na mesma tática de 56, desfecharam a mesma blitz e, em 4 dias, estavam instaladas nas margens do Canal de Suez.
O importante de A Guerra Do Sinai, quê agora está sendo apresentado ao público brasileiro em tradução do escritor Caio de Freitas, não é apenas o seu aspecto de manual de estratégia. É o espírito que dele transcende ao descrever um exército verdadeiramente popular.
A guerra-relâmpago de Israel, tanto em 1956 como em 1967, conforme se depreende destas observações de Dayan, não repousa apenas nos estratagemas dos generais ou na bravura dos soldados.
É a motivação de todo o povo israelense para a questão de sua sobrevivência que o leva a converter-se no campo de batalha em militares tão conscientes e eficientes. Mao Tse-tung talvez tenha sido o primeiro estrategista moderno que enunciou a necessidade de uma intrínseca ligação entre povo e soldados quando preconiza que os guerrilheiros se misturem com camponeses e operários como “os peixes na água”. Isto sempre foi aceito na guerra clandestina, porém ninguém soube aplicar o preceito à guerra convencional, como o faz Dayan.
Moshe Dayan, que em 1956 foi o chefe do Estado-Maior do Exército e em 1967 o Ministro da Defesa, não é o herói de seu livro. Os seus personagens incógnitos são os primeiros colonizadores da então Palestina, organizados no Hashomer, que trabalhavam no campo de dia e o defendiam à noite.

 

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