As Nuances E O Papel Social Dos Institutos Federais De Educação, ciência E Tecnologia: Lugares A Ocupar – Parece que foi ontem, em meio a greves e debates necessários para a manutenção de nossa existência institucional, que começamos a idealizar a Série Reflexões na Educação, em um exercício de pensar o Instituto Federal do Rio de Janeiro (IFRJ) – onde atuamos como educadores – para além dele mesmo, em diálogo (mesmo que ainda inicial) com outros Institutos Federais, refletindo sobre o tripé ensino, pesquisa e extensão, que, por vezes, parece ter “uma das pernas” “mais pesada” ou “mais leve”.
Às vezes esse “peso” decorre de questões que se localizam no nível do sujeito em um tipo de “sensação”, como se o corpo, mesmo mantendo sua massa (nos valendo de um exemplo das ciências naturais), experimentasse um “peso” diferente em função da variação da gravidade em diferentes locais.
Apesar de valorizarmos em igual medida o ensino, a pesquisa e a extensão, a “viagem” que pode ser feita por aqueles que decidem (se) “pesar” em apenas uma ou duas das bases desse tripé não cabe proibição, apenas sensibilização para o prazer de “viajarmos a todos os espaços e tempos”.
Nos parece que o problema é quando esse “peso” nos é imputado, de fora, sem possibilidade de escolha, seja por meio de leis, decretos, regulamentos etc. que visam “engessar a perna” do servidor da educação, seja por meio dos mais diversos (e perversos) discursos que conformam o lugar que deveríamos (ou não) ocupar nesse campo.
Daí a necessidade de escrevermos sobre o lugar, não para o localizarmos como único, mas para lembrar que ele existe e é possível de ser ocupado: o lugar da editora, da pesquisa, da extensão, dos técnicos em assuntos educacionais, das ciências humanas, da cultura, da memória, da vivência, da divulgação científica, do movimento estudantil.
É o movimento de resistência à imputação que inspira os capítulos desse segundo volume da Série, que traz nove colaborações de 21 autores para essa reflexão.

 

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