Terna É A Noite – Escrito em 1934, Terna É A Noite tem como cenário a Riviera Francesa no final dos anos de 1920, uma época de ceticismo e valorização exacerbada dos prazeres materiais, e narra a trágica história de Dick Diver, um jovem e brilhante psiquiatra, cuja carreira é interrompida ao casar-se com a doente e rica Nicole Warren.
Em Terna É A Noite não é difícil descobrir, em Dick Diver e na mulher com quem casa para a arrancar a abismos em que ambos acabam por se precipitar, variados traços autobiográficos.
Tudo começa no desprevenido olhar que a adolescente Rosemary lança sobre alguns veraneantes de uma praia do sul de França. Mas depressa o romance resvalda para aquilo que dele fez uma das mais dilacerantes obras de Scott Fitzgerald.
A vida do casal não é mais do que uma farsa: dominados pelo tédio, incapazes de dialogar, entre incessantes coquetéis, recepções e dinheiro, vivem numa atmosfera de falsa euforia.
Fitzgerald foi o autor que melhor captou a aura da riqueza e seu efeito sobre a alma humana, mostrando a rotina dos novos ricos numa época em que a América decolava num binômio de prosperidade e hipocrisia.
Obra marcante da Geração Perdida, Terna É A Noite, em tom marcadamente autobiográfico, revela personagens com uma excepcional carga de realismo. Em 1962 o romance foi adaptado para o cinema sob a direção de Henry King, com Jennifer Jones e Jason Robards nos papéis principais.
Um dos aspectos marcantes de Terna É A Noite é o fato de ser o personagem principal um psiquiatra que se casa com a paciente. A psicanálise era então um tema praticamente desconhecido do grande público e Fitzgerald foi um dos primeiros romancistas do século XX a se aventurar por este complexo território.
O início da década de 30, quando Fitzgerald concebeu e começou a trabalhar no manuscrito de Terna É A Noite, foram certamente os anos mais negros de sua vida e, consequentemente, o romance possui seus elementos sombrios.

   

 

 

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