Manuais De Cinema II: Géneros Cinematográficos – Os géneros cinematográficos são um campo amplo e diverso. O nosso propósito, aqui, não é, nem poderia ser, analisar e explicar os géneros cinematográficos em toda a sua extensão e profundidade.
Ainda assim, não queremos deixar de propor vias de estudo suficientemente válidas ou inovadoras para este tema.
Dividimos este estudo dos géneros numa parte introdutória e três partes mais específicas. Na primeira, propomos uma compreensão tão vasta quanto possível das questões prévias e fulcrais que se colocam acerca dos géneros cinematográficos: o que é um género? O que é um canône? Quais os critérios de identificação de um género?
Depois, abordamos os géneros (e subgéneros) clássicos e principais: quais são? Quais as suas características? Em seguida, tratamos um género muito particular, pleno de criatividade e com uma história riquíssima e muitas vezes ignorada: o cinema de animação. É todo um mundo de imaginação sem freios, pessoal e plural, tanto temática como estilisticamente.
Por fim, incidimos sobre o género cinematográfico menos consensual ou mesmo inviável: o cinema experimental. Dizemos que se trata de um género eventualmente inviável precisamente na medida em que se trata de um tipo de cinema que se afirma muitas vezes fora dos, ou contra os, géneros instituídos.
Como se constata, a divisão proposta e a organização deste livro pode ser sujeita a discussão. Eventualmente, muitos aspectos do tema poderão estar sobre ou sub-valorizados. A ausência do cinema documental, por exemplo, é um dado bem notório. De qualquer modo, trata-se sempre de fazer escolhas, na impossibilidade de tratar todas as matérias.
A nossa expectativa é muito simples e clara: que cada leitor, e em especial cada aluno, possa encontrar neste manual uma humilde contribuição para um conhecimento mais vasto do fenómeno cinematográfico, em geral, e dos géneros que o integram, em particular. Não mais que isso.

 

Camisa Pessoa

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