Afroceará Quilombola – Este livro é uma coletânea produzida majoritariamente por pesquisadores cearenses que desenvolvem trabalhos e vivências junto às comunidades quilombolas do estado do Ceará.
Afroceará Quilombola surge a partir da sistematização das pesquisas em quilombos e africanidades realizadas no Programa de pós-graduação em educação brasileira da Universidade Federal do Ceará, na linha de pesquisa Movimentos sociais Educação Popular e Escola, no eixo temático sociopoética, cultura e relações étnico raciais.
Com a intenção de aprofundar o olhar sobre as comunidades de quilombos do estado em questão, reunimos junto ao doutorando Jair Delfino e o professor Henrique Cunha Júnior no ano de 2015, na universidade Federal do Ceará, algumas lideranças e pesquisadores de diferentes quilombos em um evento intitulado, Os Marcadores Atemporais africanistas na cultura e tradição dentro das comunidades quilombolas do Ceará.
Na ocasião foram tratados assuntos referentes a essa temática pelo olhar dos moradores que também são pesquisadores, trazendo para o social os problemas não percebidos pelo senso comum e que são melhores exemplificados por quem os vivencia no cotidiano.
A partir dos dois ciclos de conversas sentimos a necessidade de organizar um material que contribua com as lutas das comunidades que resistem para existir enquanto quilombola, preservando suas identidades, tradições e culturas. Comunidades de quilombos no Ceará é um tema novo para os estudos de pesquisa acadêmica e possui grande relevância devido a existência de pelo menos oitenta e três comunidades reconhecidas pela Fundação Cultural Palmares, que é órgão federal do Ministério da Cultura e responsável pela titulação das terras quilombolas.
O estado do Ceará desde a sua formação no período colonial apresenta a existência de quilombos, constituídos por africanos em busca de liberdade, provenientes das fazendas do estado de Pernambuco.
No território do atual estado do Ceara a produção de gado, couro e carne de sol existiram na forma de produção escravista, como outras atividades de cana de açúcar engenho de rapadura, algodão e mineração, navegação, transporte de mercadorias e construções urbanas que também se realizaram com trabalho de escravizados, o que implicou no estabelecimento de comunidades rurais e urbanas de população de africanos e descendentes.

 

Camisa Coração

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