Deus: Uma História Humana – O escritor e estudioso da religião Reza Aslan lança uma nova luz no relacionamento da humanidade com o divino e desafia nossa visão sobre a fé e a origem da religião.
Deus: Uma História Humana examina o modo como a ideia de deus surgiu na evolução do homem e foi gradualmente personalizada, dotada de traços e emoções humanas e por fim transformada em uma única personalidade divina: o Deus conhecido hoje por nomes como Javé, Pai e Alá.
Ousado, abrangente e provocativo, Deus: Uma História Humana humana desafia tudo o que pensávamos saber sobre as origens da crença religiosa. Assim desafia nossa relação com a vida e a morte, com os mundos natural e espiritual e com a nossa compreensão da própria essência da existência humana.
Quando eu era criança, achava que Deus era um homem velho, grande e poderoso que morava no céu – uma versão maior e mais forte de meu pai, mas com poderes mágicos. Eu o imaginava bonito, com longos cabelos grisalhos sobre os ombros largos. Ele se sentava em um trono circundado de nuvens. Quando falava, sua voz ribombava pelos céus, especialmente quando estava bravo. E ele ficava bravo muitas vezes. Mas também era caloroso e amável, misericordioso e gentil. Ria quando estava feliz e chorava quando estava triste.
Não tenho certeza de onde veio essa imagem de Deus. Talvez eu a tenha vislumbrado em algum lugar, pintada em vitrais ou impressa num livro. Talvez eu tenha nascido com ela. Estudos demonstraram que as crianças pequenas, independentemente de onde estejam, se são ou não religiosas, têm dificuldade em distinguir os seres humanos e Deus em termos de ação ou agência. Quando solicitadas a imaginar Deus, elas invariavelmente descrevem um ser humano com habilidades sobre-humanas.
À medida que eu crescia, deixei para trás a maior parte das minhas visões infantis. No entanto, a imagem de Deus permaneceu. Não fui criado numa família particularmente religiosa, mas sempre me senti fascinado pela religião e pela espiritualidade. Minha cabeça estava cheia de teorias incompletas sobre o que era Deus, de onde ele viera e qual sua aparência (curiosamente, ele ainda se parecia com meu pai).
Eu não queria simplesmente saber sobre Deus; eu queria experimentar Deus, sentir sua presença na minha vida. No entanto, quando tentei, não pude deixar de imaginar um grande abismo abrindo-se entre nós, com Deus de um lado, eu do outro, e nenhuma maneira de um dos dois atravessá-lo.

 

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