Ordem E História Vol. IV: A Era Ecumênica – No quarto volume de Ordem e História, com introdução de Michael Franz, Eric Voegelin rompe o curso que originalmente programa para a série, no qual a existência humana em sociedade e os correspondentes simbolismos de ordem deveriam ser apresentados em sucessão histórica.
A análise de três primeiros volumes permanece válida, mas a concepção original se revelou ‘insustentável porque não considerara apropriadamente as importantes linhas de significado na historia que não fluíam ao longo de linhas de tempo’.
A Era Ecumênica trata da historia não como uma sucessão dos seres humanos e suas ações no tempo, mas como o processo da participação humana no fluxo da presença divina, cuja direção é escatológica. ‘O processo da história, e o tipo de ordem que nele se pode discernir, não é uma narrativa a ser contada do princípio a seu final feliz ou infeliz; é um mistério em processo de revelação’, diz o autor.
Em A Era Ecumênica, Voegelin aplica sua concepção revista da analise histórica à era ecumênica, um período axial que se estende desde o surgimento do Império Persa até a decadência do Império Romano. A era é marcada pelo advento de um novo tipo de unidade política – o império ecumênico -, realizado ao custo de uma destruição sem precedentes, nascida da necessidade de dar sentido à existência na trilha das conquistas imperiais.
O império espiritual deu origem às grandes religiões ecumênicas e levou questões fundamentais para a autocompreensão humana, que se estendem até o nosso presente histórico.
Eric Voegelin é largamente considerado um dos maiores filósofos políticos do século XX, e A Era Ecumênica é a sua mais importante obra isolada. Publicada como o volume IV de Ordem e história (5 volumes, 1956- 1987) A era ecumênica apareceu em 1974 após um hiato de dezessete anos sucessivamente à publicação dos volumes 11 e III. Embora Voegelin tivesse continuado a escrever até o fim de sua vida, Em busca da ordem, o quinto e último volume de Ordem e história, ficou incompleto por ocasião de sua morte, em janeiro de 1985.
Em busca da ordem mostra que Voegelin ainda galgava novas alturas como um pensador de 84 anos de idade, mas nem esse delgado volume, nem qualquer uma de suas outras obras pode rivalizar com A Era Ecumênica em termos de profundidade filosófica, alcance teórico ou poder explanatório.
A Era Ecumênica destaca-se como uma realização extraordinária, mas deve-se de antemão advertir os leitores de que se trata também de um livro extremamente desafiador, que exige – e não obstante compensa generosamente – anos de estudo meditativo.

 

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