Corpo, Cultura E Educação – Apresentar a edição em português do livro Corpo, Cultura E Educação (publicado originalmente na Espanha), publicado pela editora Cultura Acadêmica de São Paulo (UNESP) , é quase um sonho. Escreve-se com a esperança de que será lido por outros, pelos leitores que mostram certo interesse pelos mesmos temas. Neste caso, trata-se de uma temática que estava, quando Corpo, Cultura E Educação foi publicado pela primeira vez (2006), praticamente começando a se desenvolver (e de forma muito especial em sua aplicação no campo da educação). Falo dos Estudos Corporais.
Ao pensar no que aconteceu, algo curioso ocorreu em relação à língua na qual o livro agora foi traduzido e no país onde está sendo publicado. Comecei a trabalhar essa linha de investigação sobre Estudos Corporais no ano de 2000. Naquele mesmo ano, realizei uma viagem por distintas cidades do Brasil e aproveitei para coletar informações (livros, artigos, teses de doutorado, revistas) que trabalhavam a temática Estudos Corporais no Brasil. Tratava-se já de muitos materiais que para mim foram um impulso inicial muito importante para meus trabalhos iniciais. Nem esses autores nem mesmo eu sabíamos como o que estávamos fazendo seria denominado, como foi mais tarde, nem tampouco podíamos imaginar que esses temas, no campo das Ciências Sociais e das Humanidades, tomariam a força que tem no ano de 2017. A terminologia proveniente do campo dos Estudos Culturais (Estudos Corporais) ainda não era utilizada.
Percebo que, muitos anos depois, a publicação deste livro em português produz um efeito hermenêutico de “fechar um círculo”, de regressar – em parte – àquela viagem do ano de 2000 para devolver à terra algumas das ideias que já saíram dela mesma. E para fechar esse círculo, contribuiu meu encontro com a Dra. Maria José Vicentini Jorente e uma interessante conversa em minha casa na cidade onde vivo (Girona).
Em um momento da conversa me levantei da mesa e mostrei a ela alguns de meus trabalhos. Corpo, Cultura E Educação lhe chamou a atenção, então disse que algum dia o publicaríamos no Brasil. Essa conversa, animada por um bom vinho – como devem ser todas as conversas que tratam sobre os problemas do corpo e do ser humano – serviu para estabelecer laços intercontinentais, para trocar experiências para que alguém do Brasil se interessasse por Estudos Corporais e para que eu acabasse me interessando por Design da Informação.

 

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