Estudos Métricos Da Informação No Brasil: Indicadores De Produção, Colaboração, Impacto E Visibilidade – Este livro constitui um estudo teórico-conceitual-metodológico, analítico e aplicado, resultante da trajetória científico-acadêmica da vida profissional da autora, decorrente da sua vivência junto à Universidade Estadual Paulista (UNESP), no campus de Marília, como docente do Departamento e do Programa de Pós-graduação em Ciência da Informação. Seu foco é atender ao estudioso da subárea Estudos Métricos da Informação, área de Ciência da Informação, trazê-lo à compreensão do significado de indicadores e suas aplicações.
Desde os anos de 1982, quando iniciou sua docência na vida universitária, a autora teve o primeiro contato com a Bibliometria, por meio de um curso oferecido pela Profa. Dra. Gilda Maria Braga (Convênio IBICT/UFRJ), uma das pioneiras no Brasil, com experiência na área de Ciência da Informação e ênfase em Cientometria, dedicada aos temas: recuperação da informação, socialização da informação, bibliometria e comunicação científica. A autora compreendeu a necessária associação entre os indicadores bibliométricos e cientométricos e os recursos matemáticos dos quais dispunha. Sentiu, também, a necessidade de agregar os conhecimentos estatísticos e, na sequência, a competência em softwares que agilizassem os cálculos e pudessem organizar e sintetizar os dados retirados das fontes escolhidas.
No Brasil, a produção científica, fruto da história das políticas científicas e do contexto sociocultural, concentra-se nas universidades públicas, o que a coloca no centro das políticas nacionais de ciência e tecnologia. Vários estudos têm mostrado o crescimento expressivo da ciência brasileira, particularmente nos últimos 25 anos. Dentre esses estudos, citam-se os de Glänzel, Leta e Thjis ao destacarem que a Ciência, no Brasil, só pode ser compreendida no contexto latino-americano.
Como resultados, o Brasil tem provado ser o líder na região nos últimos anos, e sua comunidade científica é caracterizada por intensa colaboração internacional com o ambiente geopolítico, e com o Norte da América e Europa, de forma menos intensa. Os dados coletados no Portal Scimago Journal & Country Rank (SJR), em agosto de 2016, mostram que o Brasil, no período de 1996 até 2015, é o líder da América Latina, sendo responsável, por aproximadamente 48% da produção científica do continente latino americano. O desenvolvimento de infraestrutura tecnológica e a expansão da comunidade acadêmica brasileira são acontecimentos recentes, segundo os estudos realizados por Leta, Glänzel e Thijs.
Nesta pesquisa destacam que esse processo foi iniciado formalmente na década de 1950, quando as agências de financiamento público foram fundadas e começaram a apoiar atividades de pesquisa. A partir da década de 1970, as políticas públicas científicas estavam focadas na formação de recursos humanos. Isto resultou na expansão dos programas de pós-graduação e do número de bolsas concedidas aos estudantes brasileiros de pós-graduação, o que incentivou a pesquisa e alavancou a produção científica.

 

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