Evolução Do Conceito De Core Curriculum Em Biblioteconomia – O livro apresenta propostas de reformulação do currículo das escolas de Biblioteconomia, com o objetivo de atualizá-los, incorporando os novos avanços tecnológicos. Constitui-se em aporte à discussão, apresentando uma revisão de literatura que expressa o desenvolvimento do currículo através da experiência de centros e instituições de ensino em vários países.
A definição de Core curriculum (núcleo comum do currículo) dada por Dean resume conceitos e opiniões de diversos autores. Segundo ele, o Core é “a parte do currículo total que deve ser obrigatória para todos, não importando que tipo de especialização ele almeja, nem a que nível, isto é, graduação ou pós-graduação ( . . . ) e que contém os aspectos do programa educacional que são de aplicação comum a todos os bibliotecários, trabalhem em uma pequena biblioteca pública ou numa grande biblioteca universitária, uma biblioteca escolar ou uma biblioteca especializada”.
Em 1923, Williamson, em seu relatório, classificava as disciplinas Seleção de Livros, Serviços de Referência e Classificação como “the core of the curriculum”. E. J. Reece, em 1936, em um trabalho sobre o currículo em escolas de biblioteconomia, se referia a um common core (núcleo comum), porém como um nome descritivo e não um nome genérico. J. L. Wheeler, em um livro sobre os progressos e problemas no ensino da biblioteconomia, publicado em 1946, observou que, em geral, nos EUA, as matérias básicas eram a Seleção, a Classificação e Catalogação de Livros, os Serviços de Referência e de Administração e a História dos Livros e das Bibliotecas e, em Chicago, 0 Papel da Biblioteca na Sociedade.
Na Escola de Pós-Graduação em Biblioteconomia da Universidade de Chicago, entre 1930 e 1950, surgiram conceitos inovadores e o seu curso sobre o papel da biblioteca na sociedade seria adotado mais tarde, com variantes, pela maior parte das escolas universitárias de biblioteconomia dos Estados Unidos.

 

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