Cidades Criativas: Soluções Inventivas (O Papel Da Copa, Das Olimpíadas E Dos Museus Internacionais) – Um livro atual, uma obra oportuna que aborda muito mais do que um simples apanhado sobre Copas do Mundo, Olimpíadas, megaeventos ou grandes museus.
Apesar de embasado em dados técnicos e informações preciosas colhidas de experiências concretas e muitas conhecidas, é absolutamente distinto e original o olhar sempre diferenciado de Ana Carla Fonseca Reis ao abordá-los.
As próximas páginas deveriam funcionar como um manual para os comitês organizadores de grandes eventos esportivos e culturais, para gestores públicos, empreendedores e para todos os atores de cidades que querem realmente fazer com que a palavra legado se materialize nos destinos onde acontecem, e não apenas privilegie patrocinadores e organizadores privados.
Em 2002, em visita ocasional à Universidade de Oxford, na Inglaterra, tive meu primeiro contato com o tema Indústrias Criativas, assunto que me fascinou e que passei a estudar, pesquisar e acompanhar desde então. Em todos os cargos públicos pelos quais passei e desde que me tornei professor na Fundação Getúlio Vargas (FGV), sempre abracei o conceito de que a cultura e a valorização de seus talentos são diferenciais a ser trabalhados e formatados pelos destinos, e aliados poderosos na busca do que muitas vezes consideramos utópico: o desenvolvimento sustentável.
Foi o governo inglês o primeiro a inovar nessa área, adotando e traçando parâmetros, conceitos, indicadores e definições sobre o papel das indústrias criativas nas economias locais e modernas, o que levou o país à prática de políticas públicas voltadas para a potencialização da desde então denominada Economia Criativa. A partir disso, o assunto finalmente entrou na pauta de debates, discussões, artigos e palestras.
Assim, começaram a surgir medidas e políticas em outros países, que tinham como objetivo pensar a cultura, a criatividade e os talentos criativos como valores econômicos e sociais de nosso tempo. Londres mede há anos o giro financeiro que uma temporada de “O Fantasma da Ópera” traz para a cidade, ou quanto os Rollings Stones “exportam“ anualmente em libras. Singapura e China são outros exemplos; apostam alto, trabalham no fortalecimento das economias criativas e criam leis voltadas para isso.

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